quinta-feira, 19 de abril de 2012


Como evitar afogamentos de crianças
O olhar atento dos pais e responsáveis é sempre o melhor caminho para proteger as crianças de acidentes



Malu Echeverria e Nádia Mariano

É a segunda maior causa de mortes entre crianças entre 1 e 14 anos no Brasil, e só fica atrás dos acidentes de trânsito. São mais de 1.400 mortes por ano. Os riscos não são apenas para quem tem piscina em casa ou está passando férias na praia. As crianças, principalmente menores de 2 anos, também podem se afogar na banheira, no vaso sanitário, em cisternas ou mesmo em um balde cheio d’água. 

Como acontece o afogamento: 

Quando mergulhamos inesperadamente, um mecanismo de proteção chamado laringoespasmo, que consiste na contração das vias aéreas, é acionado pelo organismo. Isso impede que a água entre nos pulmões. Um adulto sabe que não deve inspirar dentro da água. Mas a criança, tão logo as vias respiratórias se abrem novamente, aspira mais forte ainda com a intenção de recuperar o fôlego. O que aumenta o risco de afogamento. 

Cerca de 5 minutos sem respirar é o suficiente para causar danos permanentes no cérebro. Os afogamentos acontecem de forma rápida e silenciosa, por isso, todo cuidado é pouco.

COMO PREVENIR?

- Em primeiro lugar, crianças e adolescentes devem ser supervisionadas por um adulto sempre, seja na piscina, no lago ou na praia. Não importa que o local do banho seja raso ou que eles saibam nadar, pois as crianças não têm consciência do perigo;

- Poços e reservatórios de água domésticos têm de ser trancados; 

- Mantenha a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitário sempre fechados. Se possível, lacrar a tampa com algum dispositivo de segurança; 

- Baldes, banheiras e piscinas infantis devem ser esvaziados após o uso e guardados virados para baixo; 

- Para dificultar o acesso, crie barreiras: as piscinas devem ser cercadas por portões de no mínimo 1,5m, de preferência, com cadeados ou travas de segurança. Além da grade, outras medidas complementares são capas próprias para piscina e alarmes. Em alguns estados norte-americanos, por exemplo, alarmes que disparam toda vez que alguém entrar na área da piscina (a não ser que sejam desativados com uma senha) são obrigatórios. Não deixe brinquedos ou qualquer tipo de atrativo perto da piscina; 

- Bóias e brinquedos infláveis não são seguros o suficiente, pois podem estourar ou esvaziar. Na praia, no lago e até mesmo na piscina, o ideal é usar um colete salva-vidas; 

- Na praia, lago ou cachoeira, ensine as crianças a respeitar as placas de segurança, os salva-vidas e as condições da água. Os maiores devem ser orientados a nadar sempre acompanhados.

PRIMEIROS SOCORROS

O atendimento deve ser o mais rápido possível. O ideal é que os pais e as outras pessoas que cuidam da criança conheçam técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP). Em primeiro lugar, a criança deve ser colocada em uma superfície reta e rígida (como uma mesa ou o chão, por exemplo). As técnicas consistem em quatro etapas, que são resumidas nas primeiras letras do alfabeto: 

a) Airway (via aérea, em inglês): desobstrução das vias aéreas por meio de manobras específicas; 

b) Breathing (respiração, em inglês): popularmente chamada de respiração boca a boca, a técnica consiste em expirar o oxigênio dentro da boca ou do nariz da vitima; 

c) Circulation (circulação, em inglês): massagem cardíaca; 

d) Drugs (drogas, em inglês): administração de medicamentos. 

Além disso, tenha um telefone e o número da central de emergência sempre à mão. Enquanto uma pessoa tenta reanimar a criança, a outra deve chamar por socorro. Convém também ensinar as crianças maiores a ligar para o telefone de emergência e passar as informações corretamente.

Fontes: Criança Segura; Cid Pinheiro, pediatra do Pronto Socorro do Hospital São Luiz; http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI71274-16889,00.html

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bebês amamentados sob livre demanda são mais inteligentes, diz pesquisa
 
Estudo mostra que é melhor amamentar seu filho quando ele pedir do que seguir horários pré-estabelecidos. Veja mais


Bruna Menegueço



 O que você faz quando seu filho chora? Se a sua resposta for amamentar significa que seu filho tem grandes chances de ser um excelente aluno. É isso mesmo! Um novo estudo do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostrou que os bebês alimentados sob livre demanda, ou seja, sempre quem têm vontade, se saíram melhor em provas escolares, incluindo testes de QI.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 10.419 crianças nascidas em 1990. Eles compararam o desempenho escolar dessas crianças e perceberam que aqueles bebês cujos choros foram recompensados com leite ou fórmula apresentavam um QI com até 5 pontos a mais do que os bebês que tinham horários para mamar.

Segundo a pediatra Teresa Uras, membro do Núcleo de Aleitamento Materno do Hospital Samaritano, o bebê deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, ele sofre menos, fica menos estressado e dorme melhor. Além disso, aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro. “Para a mãe, a mamada livre também traz benefícios. Previne a dor e o endurecimento da mama causada pelo leite congestionado. Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa a especialista.

É preciso cuidar, no entanto, para que a mãe não fique exausta. Ela vai precisar de ajuda para poder estar disponível para o bebê que, aos poucos, vai criar o seu próprio ritmo de amamentação. Os pais também passam a reconhecer com facilidade o choro de fome. Ou seja, acalme-se porque vai dar tudo certo!

Fonte: http://migre.me/8xlQk
COMO CONTRATAR UMA BABÁ

Achei interessante as dicas desta psicóloga. Vale a pena ver.




Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=cBZ_fiGccjo

terça-feira, 20 de março de 2012

Dicas para o cuidado com o bebê
 
 

Primeiros Cuidados com o bebê

Depois da chegada do nenê, as mudanças e as alegres descobertas transformam cada dia em momentos inesquecíveis de sua vida. Psicologicamente podemos dividir a gravidez em 4 trimestres, três de gestação e um de adaptação da mãe, pai e bebê. Fique tranqüila, pois o cuidado e atenção são fundamentais para dar mais segurança ao bebê. E rapidinho você vai ver que tem muito mais habilidade nos cuidados com ele do que imaginava. Esta intensa relação contribui para a construção do vínculo dos pais com o bebê.

Troca de fraldas

É importante trocar a fralda sempre que estiver molhada ou suja para evitar assaduras e manter seu nenê sempre confortável.

Veja algumas dicas práticas para fazer da troca de fraldas um momento tranqüilo e prazeroso para você e para o bebê:

- Prepare todo o material antes de iniciar a troca, cheque tudo o que vai precisar e lave bem as mãos;

- Aproveite esse momento de intimidade para conversar com o seu bebê dizendo a ele o que será feito, ou cantar, transmitindo confiança e carinho;

- Escolha uma fralda de boa qualidade e preferencialmente sem perfume, para evitar possíveis alergias;

- Limpe a pele em movimento único, de cima para baixo (ou de frente para trás), para evitar a contaminação da uretra com resíduo de fezes. Use água morna e algodão, limpando bem as dobrinhas do bebê;

- Na hora de enxugar, utilize uma toalha macia e faça movimentos delicados, sem esfregar a pele do bebê. Assim, ele fica sequinho, evitando possíveis assaduras. Prefira produtos de fácil aplicação e remoção, mais suaves para a pele sensível do bebê;

- Aproveite as trocas de fraldas para olhar atentamente a pele do seu bebê. Pomadas que formam uma camada protetora e transparente auxiliam no acompanhamento visual da saúde da pele, recomenda-se o uso de uma pomada antiassaduras hipoalergênica (que não possua perfume, corantes e conservantes);

- A fralda deve ficar ajustada na cintura do bebê com uma folga de 1 dedo, assim ele fica sequinho e confortável por mais tempo;

- Antes de colocar a roupa no bebê, não se esqueça de higienizar as mãos. Para ser mais prático e não deixar o seu bebê sozinho você pode utilizar álcool em gel.

A hora do banho

No banho o mais importante é a segurança e o prazer do bebê e da mãe! Não existe uma "receita" feita para este momento ou uma técnica mais ou menos indicada. Algumas dicas para esses primeiros banhos facilitam bastante o processo.

O melhor horário é aquele que se adapta a rotina da casa, escolha um período em que você possa dedicar-se somente ao banho, sendo recomendável dar o banho sempre no mesmo horário, para criar, aos poucos, uma rotina na vida do bebê;

Prepare o banho: organize todos os materiais necessários (sabonete neutro, hastes flexíveis de algodão, algodão, toalha, escova macia, pomada antiassaduras, fralda e as roupas do bebê na seqüência em que será vestida) e lembre-se de prender o cabelo e de retirar pulseiras, relógio e anéis para evitar machucar a pele do bebê, que é muito delicada;

O ambiente deve ter temperatura estável, sem corrente de ar;

O banho pode começar pelo rosto, lavando somente com água e, a seguir, a cabeça e o resto do corpo com sabonete neutro;

Lave o coto umbilical e ao redor com sabonete neutro durante o banho. Seque muito bem após o banho, preferencialmente com uma toalha absorvente, com cuidado e suavidade. Recomenda-se fazer o curativo do coto umbilical e sua base de acordo com as orientações do hospital ou do pediatra;

Quando terminar o banho, não esqueça de fazer a higiene da banheira.

Amamentação

A amamentação é um processo de aprendizado entre mãe e bebê nos primeiros dias de vida. Existem diferentes orientações e condutas referentes à amamentação e o mais importante é seguir a orientação do seu médico, pediatra ou profissional capacitado no atendimento à amamentação. É recomendado a amamentação exclusiva por 6 meses e, após esse período deve-se introduzir, paralelamente, novos alimentos. Se for necessário optar por outra forma de alimentar seu bebê, procure conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção para sentir-se segura.

O importante é que você e o bebê estejam saudáveis e sintam-se bem e felizes.

Você e seu bebê precisam de conforto e tranqüilidade nesse momento. Procure uma posição confortável. Seja qual for a posição escolhida, o bebê deve ficar encostado em seu corpo e a cabeça apoiada em seu braço, para levá-lo facilmente ao seio. Cuidado: o corpo do bebê não pode ficar na posição horizontal, pois favorece o aparecimento de dor e fissuras;

O bebê tem de estar calmo e em alerta;

Depois de escolher a melhor posição, faça um "C" unindo os dedos de uma das suas mãos e o inverta. O polegar deve ficar na porção superior da mama e os outros dedos unidos, na porção inferior. A boca do bebê deve estar alinhada ao mamilo;

Espere o bebê abrir bem a boca e leve-o na direção da mama;

Espere o bebê sugar algumas vezes e solte a mão que apoiava a mama;

O bebê precisa abocanhar a maior parte da aréola. Na pega correta, os lábios devem estar voltados para fora como uma "boca de peixe". Os músculos da face precisam realizar o movimento de ordenha;

O bebê deve mamar em livre demanda, ou seja, sempre que quiser. No início é recomendado amamentar o bebê de 8 a 10x/24h. Eles mamam cerca de quinze a vinte minutos em cada seio, mas a duração da mamada varia de bebê para bebê.

Além das trocas de fraldas, do banho e da amamentação, outros cuidados fazem parte da rotina de higiene do bebê. Veja mais algumas dicas abaixo.

Umbigo

É importante manter limpo o coto umbilical, principalmente sua base, que pode acumular secreções. Procure efetuar a higiene com a freqüência recomendada pelo pediatra, geralmente até 3 vezes ao dia são suficientes. Quando a limpeza for feita na troca de fraldas, limpe primeiro o umbigo e depois finalize a troca do bebê. Recomenda-se a utilização de álcool 70% e hastes de algodão. Procure não encharcar a região com o álcool para que seque mais rápido. O coto umbilical leva em média entre 1 e 2 semanas para cair, e a desinfecção da região deve ser feita por mais alguns dias, até o pediatra autorizar a parada. Fique tranqüila ao fazer a limpeza por mais delicada que seja a região, pois o bebê não sente dor nesse tecido, que não tem sensibilidade e já perdeu sua função.

Orelhas

Assim como os adultos, os bebês produzem placas de cera que são defesas naturais do organismo. As hastes de algodão foram desenvolvidas para secar a parte externa da orelha. Nunca insira a haste de algodão no ouvido para evitar riscos de lesões internas. Para manter as orelhas do bebê limpas, aproveite à hora do banho para higienizar a parte de trás e, após o banho, seque bem a parte externa com a toalha macia.

Mãos e Unhas

Mantenha as mãos do bebê sempre limpas, pois constantemente vão à boca. Sempre que forem molhadas, seque bem entre os dedos para evitar possíveis rachaduras nesse tecido sensível. As unhas devem estar sempre limpas e curtas, evitando arranhões. Nos primeiros dias, por serem bem molinhas, você pode somente lixá-las, e conforme forem adquirindo mais firmeza, podem ser cortadas com tesoura sem ponta.

Fonte: http://migre.me/8mmav

terça-feira, 13 de março de 2012


Passear no shopping center com as crianças é seguro?

Nem sempre. Escadas rolantes, lojas cheias e até mesmo garagens são ambientes que oferecem riscos às crianças. Veja como evitar acidentes:


Malu Echeverria

Você já deve ter percebido que os shoppings começaram a ficar lotados. Todo fim de ano é a mesma coisa. Se for no fim de semana, então, a situação é bem pior. Mas atenção: embora o shopping center seja considerado um local seguro, e escolhido como programa de lazer preferido de muitas famílias, assim como  qualquer ambiente público, está cheio de armadilhas para as crianças. “Como elas estão descobrindo o mundo, se encantam pela multidão e até pelas cores da vitrine. Qualquer distração dos pais pode ter conseqüências perigosas”, alerta Ingrid Stammer, coordenadora de projetos da ONG Criança Segura. 

Para evitar surpresas desagradáveis, a supervisão deve ser constante desde a garagem. “Crianças pequenas passam desapercebidas pelos motoristas, que podem atropelá-las”, diz Ingrid. Outros lugares que oferecem perigo são elevadores, escadas rolantes, vitrines, banheiros e ambientes lotados, de lojas a corredores. No meio da multidão, seu filho pode se perder ou até ser sequestrado. Por isso, convém prestar muita atenção e explicar a criança como se portar em casos de emergências. Vocês podem combinar um local de encontro caso se percam, por exemplo. Também é importante ensiná-la a dizer o nome dos pais, a procurar ajuda de pessoas uniformizadas, como o segurança, e a telefonar para o celular dos pais. 

Em ambientes lotados, o ideal é que a criança ande sempre de mãos dadas com algum adulto e, se necessário, deve ser carregada no colo ou num carrinho. Mesmo se ela protestar, lembre-se de que a segurança do seu filho está em jogo. A partir dos 3 anos, combinados simples, como pedir para ele não sair de perto enquanto você paga uma conta. Mas a curiosidade dele pode ser mais forte e a regra, rapidamente esquecida. Por isso, todo cuidado é pouco.

domingo, 4 de março de 2012


Como lidar com o engasgo de bebês e crianças

Confira o que fazer para prevenir que seu filho engasgue


Ana Paula Pontes

Uma das grandes aflições das mães, principalmente as que têm o primeiro filho, é o medo que eles engasguem. Nessas horas, é difícil, mas é preciso não entrar em desespero. Engasgos leves, com líquidos, não são tão graves assim, principalmente se a criança estiver rosada. “Eles, aliás, são mecanismos de proteção do bebê, que fecha a glote para que aquele alimento não passe para as vias respiratórias”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês (SP). 

O fundamental, no entanto, é prevenir acidentes maiores. Nunca deixe moedas, brincos, pilhas de relógio ou quaisquer objetos pequenos ao alcance das crianças. Selecionamos abaixo algumas dicas de como evitar o engasgo e o que fazer se ele acontecer: 
- Após amamentar, deixe o seu filho em pé, por 15 minutos. E não estranhe se não ouvir nenhum barulho. O ar sai por gravidade. Por outro lado, muitas vezes os pais deitam a criança assim que escutam ela arrotar, mas é preciso respeitar esse tempo total;

- Algumas crianças engasgam principalmente no início da amamentação, período em que elas não conseguem coordenar direito a respiração e deglutição. Se o seu filho estiver faminto, uma dica é: após 15 ou 20 segundos do início da mamada, tire a boca dele do seu peito, para que se recupere do cansaço inicial. Depois, você vai perceber que ele entra num ritmo mais pacífico;

- Respeite o tempo certo de introduzir novos alimentos na dieta do seu filho. Segundo o especialista, sopas com pedacinhos devem ser oferecidas somente a partir dos 8 meses, e comida, após 10 meses. Mas a regra não vale para todas as crianças. Há aquelas que demoram mais tempo para se acostumar com os pedaços. “Se perceber que mesmo com 8 meses a criança engasga com a nova consistência da sopa, espere um pouco mais e tente após uns 15 dias”, diz Danesi. Converse com o pediatra do seu filho e tire todas as dúvidas sobre a alimentação dele;

- Nunca entregue na mão da criança um alimento que possa se desprender em pedaços grandes na boca, como salsichas, cachos de uvas, pães, bolachas;

- Se com todos os cuidados ainda assim seu filho engasgou, atenção: “Se perceber que a criança está com dificuldade respiratória, mas respirando e rosada, não tente tirar o corpo estranho, porque ele pode ir para um ponto onde nem a passagem parcial de ar vai existir. Vá para o hospital”, afirma o pediatra;

- Já, em casos extremos, se você não conseguir uma ajuda de emergência e a criança não estiver respirando e arroxeada, alguns procedimentos de emergência, indicados por especialistas, podem ajudar. Veja dicas:

Aspiração de corpo estranho

Emílio Carlos Elias Baracat

Corpo estranho (CE) é qualquer objeto ou substância que inadvertidamente penetra o corpo ou suas cavidades. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.
Qualquer material pode se tornar um CE no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é a situação de engasgo. Isto ocorre quando a criança está comendo, ou quando está com um objeto na boca, habitualmente peças pequenas de brinquedos.

No Brasil, milho, feijão e amendoim são os grãos mais comumente aspirados na faixa etária pediátrica. Por outro lado, o material mais relacionado a óbito imediato por asfixia é o sintético, como balões de borracha, estruturas esféricas, sólidas ou não, como bola de vidro e brinquedos.

A aspiração de corpo estranho (ACE) é descrita principalmente nas crianças do sexo masculino, o que reflete uma natureza mais impulsiva e aventureira nos meninos. Predomina na faixa etária pediátrica entre 1 e 3 anos de idade, com mais de 50% das aspirações ocorrendo em crianças menores de 4 anos e mais de 94% antes dos sete anos. É na idade até três anos que a criança não controla a mastigação e a deglutição de alimentos, pois não possui os dentes molares, estrutura importante na trituração de alimentos sólidos. A oferta de alguns tipos de alimentos a crianças pequenas, como amendoim, feijão, pipoca e milho, apresentam risco para a aspiração, pois as crianças vão degluti-los sem mastigar, e qualquer distração, risada, brincadeira ou susto pode precipitar o acidente. Além disso, a criança nesta idade possui o hábito de levar objetos à boca, como pequenos brinquedos de plástico ou metal, normalmente de irmãos mais velhos.

Logo após a aspiração de algum objeto, ocorre acesso de tosse, seguida de engasgo, que pode ou não ser valorizado pelos pais. A aspiração também deve ser considerada quando ocorre o primeiro quadro súbito de chiado no peito em crianças sem casos de alergia na família. Tosse persistente, chiado no peito, falta de ar súbita, rouquidão e lábios e unhas arroxeadas, são sinais sugestivos de que pode ter ocorrido a ACE.

Quando a ACE é parcial, a criança pode tossir e esboçar sons. Nesta situação, o melhor procedimento é a não intervenção no ambiente doméstico e encaminhamento a um serviço de saúde, para o tratamento definitivo.

Quando a ACE é total, a criança não consegue esboçar qualquer som, está com asfixia, falta de ar importante e até com os lábios arroxeados. Nesta situação, deve-se proceder da seguinte maneira:

Maiores de um ano: manobra de Heimlich, que consiste em compressões abaixo das costelas, com sentido para cima, abraçando a criança por trás, até que o CE seja deslocado da via aérea para a boca e expelido.

                                                                
Menores de um ano: 5 percussões com a mão na região das costas, a criança com a cabeça virada para baixo, seguida de 5 compressões na frente, até que o CE seja expelido ou a criança torne-se responsiva e reaja.
                                                  (5 vezes)                                  (5 vezes)



Se você conseguir visualizar o CE na boca, retire-o com cuidado, mas não tente ir às cegas com o dedo na boca, pois pode provocar lesões na região ou empurrar o corpo estranho para regiões mais baixas, e piorar o quadro de obstrução.

Recomendações de prevenção

O que você deve fazer para evitar que seu filho engasgue?

Não ofereça alimentos a crianças menores de 4 anos, sem amassar e desfiar as fibras.
Não deixar pedaços de alimentos no prato, principalmente os arredondados.
Os seguintes alimentos são de risco potencial para a aspiração: sementes, amendoim, castanha, nozes, milho, feijão, pedaços de carne e queijo, uvas inteiras, salsicha, balas duras, pipoca, chicletes.
Mantenha os seguintes itens da casa, longe do alcance de crianças menores de 4 anos: balões, moedas, bolinha de gude, brinquedos com peças pequenas, bolas pequenas, botões, baterias esféricas de aparelhos eletrônicos, canetas com tampa removível.

O que você pode fazer para prevenir o engasgo e aspiração:

Estar ciente das manobras de desobstrução que você pode fazer em casa, citadas acima.
Insistir para que as crianças comam à mesa, sentadas. Evite alimentá-las enquanto  correm, andam, brincam, estão rindo e não deixá-las deitar com alimento na boca.
Corte os alimentos em pedaços bem finos e ensine a criança a mastigá-los.
Supervisione sempre a alimentação de crianças pequenas.
Fique atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos ou irmãs mais velhas oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores.
Evite comprar brinquedos com partes pequenas e mantenha objetos pequenos da casa fora do alcance das crianças.
Siga a recomendação da embalagem dos brinquedos, com relação à idade ideal para aquisição.
Não deixe crianças pequenas brincarem com moedas.

Saiba mais: Crianças e Adolescentes Seguros. Guia Completo para Prevenção de Acidentes e Violências. Sociedade Brasileira de Pediatria. Coordenadores: Renata D. Waksman, Regina M. C. Gikas e Wilson Maciel. Editora: Publifolha, 2005.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI63541-15150,00.html

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


Manual para evitar quedas das crianças

  
Malu Echeverria

QUAL O PERIGO? 

As quedas são a principal causa de atendimento de crianças de 0 a 9 anos nas unidades de urgência do Sistema Único de Saúde, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Representam 50% dos acidentes que envolvem crianças, sendo que a maioria acontece em casa. 
Cair faz parte do desenvolvimento da criança, dos primeiros passos às corridas de bicicleta. Mesmo assim, algumas medidas de prevenção são importantes para evitar acidentes mais graves. 

COMO PREVENIR 

- A supervisão de um adulto é fundamental, pois a maioria das quedas está associada à ausência de um cuidador; 

- Nunca deixe o bebê sozinhos, principalmente na cama e no trocador, mesmo que ele ainda não consiga rolar. Um segundo de descuido durante a troca de fraldas, por exemplo, é o suficiente para ele cair. Por isso, mantenha sempre uma das mãos na criança; 

- Atenção à altura da base do berço: se a criança já consegue ficar em pé, pode cair por cima da grade; 

- Quando ela já tiver idade para dormir na cama, escolha um modelo com grade protetora de ambos os lados; 

- Esqueça os andadores! Por causa da gravidade das lesões relacionadas a esse tipo de equipamento, eles são contra-indicados pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Outros traumas frequentemente associado aos andadores são lesões nas unhas, nos dedos e até mesmo nos tornozelos do bebê; 

- Use portões de segurança no topo e na base das escadas; 

- Se possível, bloqueie o acesso com grades às áreas de risco da casa, como cozinha, lavanderia e área externa; 

- Pisos escorregadios são um perigo, cuidado! Para evitar quedas, coloque antiderrapante nos tapetes; 

- Instale grades ou redes de proteção nas janelas e sacadas; 

- Mantenha armários, camas e outros móveis afastados das janelas. Convém verificar, também, se os móveis, o tanque e as louças do banheiro estão fixos e estáveis; 

- No playground, veja se os brinquedos estão em boas condições e são adequados à idade da criança. Outras características importantes: piso macio para amortecer as quedas (grama, areia ou piso emborrachado) e brinquedos com no máximo 1,5 m de altura; 

- Na escola, as crianças devem ser separadas por faixa etária na hora do recreio;

- Equipamentos de segurança, como capacete e joelheiras, são fundamentais nas brincadeiras de bicicleta, skate ou patins. 

PRIMEIROS SOCORROS 

- Em primeiro lugar, mantenha a calma. Tenha sempre à mão o número do telefone de emergência do Pronto Socorro mais próximo de casa. Ligue para o pediatra e, se for o caso, leve a criança ao PS; 

- Os recém-nascidos sempre devem ser levados ao pronto-antendimento ao sofrer uma queda. Já as crianças maiores, depende da situação. Por isso, é importante falar com o pediatra antes. Ele vai avaliar questões como altura da queda, área do corpo que recebeu o primeiro impacto, tipo de superfície ou obstáculos no trajeto e como a criança reagiu. Sonolência, desorientação, estrabismo, pupilas desiguais, saída de liquido claro pelo nariz ou ouvidos e vômitos, por exemplo, são sinais graves;

- O ideal é que a criança não durma após uma queda, simplesmente porque assim fica mais difícil observar como ela vai reagir depois do acidente. Por isso, se a queda coincidir com o horário do sono da criança, deve-se acordá-la a cada duas ou três horas para verificar se ela responde aos estímulos normalmente.

Fonte: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Pediatria; Criança Segura; Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein; http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI75091-16889,00.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012


Segurança: sua casa esconde alguns perigos para as crianças

Conheça todos os riscos, dos mais evidentes aos que você nunca imaginou, que as crianças correm dentro do próprio lar



Malu Echeverria

Da porta para dentro, você respira aliviada, já que seu filho está protegido? Pois saiba que, dentro de casa, há inúmeros perigos também. “Da cozinha à lavandeira, nenhuma parte está livre de acidentes”, diz o pediatra Wilson Maciel, um dos organizadores do livro Crianças e Adolescentes Seguros (Publifolha), da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O local onde acontece a maior parte dos acidentes, segundo o especialista, é a cozinha. Depois, vem o banheiro, o corredor (quem diria?), as escadas, os quartos e a sala. A seguir, ele conta onde mora o perigo e ensina a evitá-los. 

Cozinha 

- Deixe o bujão de gás do lado de fora; 

- Prefira as “bocas” (queimadores) de trás do fogão. Além disso, os cabos de panelas devem ser virados para dentro e para trás; 

- Proteja as tomadas e recolha os fios dos eletrodomésticos; 

- Os materiais de limpeza deve estar em suas embalagens originais e fora do alcance das crianças, em armários altos e trancados; 

- Fósforos e isqueiros também devem ser armazenados com cuidado, isto é, em locais altos e trancados; 

- A mesma regra vale para os objetos cortantes (garfos, facas, copos de vidro, espetos, etc.), que devem ser armazenados em gavetas e armários com travas. 

Banheiro 

- Mantenha o piso seco e use tapetes antiderrapantes; 

- Cosméticos, medicamentos e aparelhos elétricos devem ser mantidos em armários trancados, longe do alcance das crianças; 

- Se houver aquecedor a gás no banheiro, mantenha o espaço sempre ventilado. Além disso, o aparelho precisa de manutenção periódica; 

- Aparelhos elétricos não devem ser mantidos nas tomadas após o uso, mesmo que desligados; 

- As tampas dos vasos sanitários devem ser mantidas fechadas e travadas. 

Quarto das crianças 

- Prefira móveis de cantos arredondados; 

- As camas devem ter proteções laterais e os espaços entre as grades têm de ser de 5 a 7 cm para evitar que cabeça se prenda entre elas; 

- Depois das brincadeiras, os brinquedos têm de ser guardados para evitar quedas e tropeços; 

- Para evitar asfixia, prenda os cobertores e lençóis nos “pés” da cama; 

- Posicione os móveis longe das janelas; 

- Coloque protetores nas tomadas; 

- As janelas devem ter grades ou redes de proteção. 

Quarto do adulto 

- Não se deve fumar na cama, por causa do risco de incêndio; 

- As tomadas devem ter protetores e os fios têm de ser curtos, como no resto da casa; 

- Televisões e outros aparelhos devem ser colocados sobre móveis estáveis; 

- Evite usar a mesma tomada para dois ou mais eletrodomésticos; 

- Guarde remédios, perfumes e cosméticos em armários altos e trancados. 

Sala de estar 

- Bebidas alcoólicas exigem os mesmos cuidados do que os medicamentos, ou seja, têm de ser guardadas em armário alto e trancado; 

- Aparelhos eletrônicos, por causa do risco de choque e queimadura, devem ser mantidos fora do alcance das crianças, com fios curtos e presos; 

- Prefira móveis de cantos arredondados; 

- Evite ter portas de vidro na casa. Se tiver, sinalize-as; 

- As cortinas não devem ter puxadores, pois há risco de enforcamento; 

- Por último, tenha sempre à mão telefones de emergência. 

Corredores e escadas 

- Os corredores devem ser iluminados, de dia e à noite, com piso antiderrapante, sem tapetes e outros objetos que atrapalhem a circulação; 

- Nas escadas, use grades ou portões de proteção no topo e na base. 

Lavanderia e áreas externas 

- Nas janelas, grades de proteção são obrigatórias; 

- A piscina deve ter cerca ou grade de proteção (com portão trancado), lona de cobertura e alarme; 

- Para proteger seu filho contra intoxicações no jardim, informe-se sobre as espécies de plantas venenosas mais comuns; 

- Pesticidas, herbicidas e outros produtos tóxicos que costumam ser armazenados na garagem devem ser trancados; 

- Jamais utilize ou armazene álcool líquido em casa; 

- Mantenha baldes e bacias vazios, em local alto; 

- O tanque de roupas deve ter fixação adequada. Além disso, evite deixá-lo cheio de água.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI89921-16891,00.html

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Saiba quais as chances de ter uma gestação de múltiplos

Foto: Getty Images

Danielle Sanches

O caso da falsa grávida de Taubaté chamou a atenção das mulheres para a gestação de múltiplos - aquela em que a mãe carrega no ventre mais de um bebê. A gravidez de gêmeos têm se tornado mais comum no país graças aos métodos de reprodução assistida, que aumentam a possibilidade de fertilização e desenvolvimento de mais de um óvulo ao mesmo tempo.

Sem a interferência humana, no entanto, a ocorrência de múltiplos seria menor. De acordo com Edílson da Costa Ogeda, ginecologista e obstetra consultor da clínica Cordcell, de forma espontânea, de cada 100 gestações, uma será de gêmeos (independente do número de bebês). "O mais comum são dois bebês", afirma o médico. "Trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos são extremamente raros na natureza", diz o especialista, que também é diretor da Maternidade do Hospital Samaritano, em São Paulo.

Dentro do universo dos gêmeos, existem ainda situações mais raras. O mais comum é encontrarmos irmãos bivitelinos, quando são fecundados dois óvulos e ambos se transformam em dois bebês."As semelhanças são as mesmas encontradas em irmãos comuns", explica o Edílson da Costa Ogeda. Os gêmeos univitelinos são aqueles em que um óvulo apenas se divide em dois, gerando irmãos idênticos. "Estes são do mesmo sexo e são idênticos do ponto de vista genético", afirma o médico.

Embora seja considerado um golpe de sorte, a gravidez de mais de um bebê é considerada preocupante. "O corpo da mulher foi feito para ter um bebê, no máximo dois de uma só vez", afirma o médico. "Acima disso, pode gerar problemas graves de saúde para a mãe e o bebê", alerta o especialista.

Entre os problemas mais comuns estão a diabetes gestacional e a hipertensão arterial, uma indicação que o corpo da mãe está sobrecarregado com os múltiplos. "O ganho de peso também é enorme e, além dos problemas estéticos, isso pode também causar problemas cardíacos na mãe", diz Emerson Cordts, responsável pelo setor de reprodução assistida do Hospital e Maternidade São Luiz. Para os bebês, a prematuridade é sempre um fantasma, já que dificilmente eles ficarão no ventre até o final da gestação. "Eles nascem pequenos, ficam muito tempo internados e podem ter sequelas neurológicas, motoras e intelectuais", diz.

Encomenda de bebês

Com a reprodução assistida, muitos casais estão conseguindo realizar o sonho de serem pais. No entanto, a falta de diretrizes claras fez com que o número de embriões implantados na mulher fosse virtualmente ilimitado. "Quanto mais embriões são colocados, maiores as chances de conseguir um que vingue", diz Emerson Cordts. "No entanto, colocar acima de quatro é irresponsável, pois há chances de resultar em uma gravidez de múltiplos, considerada de risco principalmente nas mulheres acima de 35 anos e que procuram muito esse tipo de tratamento", alerta o especialista.

Por causa disso, o Brasil já foi um dos campeões em gestação de gêmeos. Desde 2011, no entanto, o Conselho Federal de Medicina passou a inibir essa prática. "A decisão é sempre do casal, claro", diz o médico. "Mas o correto é nunca transferir mais de quatro óvulos fecundados para o útero da mulher", explica.

Outro procedimento muito utilizado é a indução da ovulação na mulher. Na prática, ela deve tomar um medicamento que aumenta o número de óvulos produzido, aumentando assim as chances de engravidar de forma natural. No entanto, se o processo não for controlado, há, sim, o risco de induzir a uma gravidez múltipla. "As pessoas acreditam que o nascimento de gêmeos ou múltiplos é uma alegria, mas os riscos para a saúde da mãe e dos bebês, além dos cuidados de alto custo que eles vão inspirar depois do nascimento, são fatores que devem ser levados em conta também", afirma o médico.

Fonte: http://migre.me/7QMGK

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Como estimular a inteligência da criança? Viver é o melhor exercício

Como uma planta, o cérebro das crianças precisa ser cultivado. Basta estar no mundo.


Jeanne Callegari e Malu Echeverria

Diferentemente da maioria dos mamíferos, os bebês humanos vêm ao mundo de olhos bem abertos. Já nascem curiosos e com vontade de aprender. A natureza faz boa parte do trabalho, mas é claro que os pais não são meros coadjuvantes. Os educadores costumam comparar o cérebro a uma plantinha: você tem de regá-lo e, então, dar tempo ao tempo. "As flores só vão brotar depois", afirma a psicopedagoga Adriana Foz. Os pais não são os jardineiros, mas parceiros nessa jornada. 

Janelas abertas


A maior parte das transformações no cérebro ocorre nos seis primeiros anos de vida. Como a criança nasce com mais neurônios do que vai precisar na vida adulta, nesse período ocorre o que os neurocientistas chamam de "poda" cerebral. Nesse processo, as sinapses – ligações entre os neurônios – mais integradas ao sistema sobrevivem, enquanto as menos utilizadas são descartadas. Para se ter uma idéia, do primeiro ao quinto ano de vida são eliminadas cerca de 100 mil conexões por segundo. Isso não quer dizer, porém, que a poda seja ruim. Faz parte do desenvolvimento do cérebro. Quando não acontece por completo, pode ocasionar certos tipos de retardo mental. 

Mas não é a única revolução que se passa no cérebro, nessa época. "Abrem-se" também as janelas de oportunidades, nome poético que os cientistas usam para chamar o período especialmente fértil ao aprendizado de certas habilidades. Então, quanto mais cedo a criança começar a aprender coisas novas, sejam as letras, as cores ou os números, melhor? Não, afirmam os especialistas, em coro. "Tudo tem uma idade e uma medida certa", diz Adriana. 

Ensinar às crianças o alfabeto antes dos 2 anos, por exemplo, não é adequado. Isso porque, nessa idade, ela está na fase sensório-motora: é o melhor momento para desenvolver os sentidos e os movimentos – e não a lógica das letras. Mesmo as mais velhas ainda têm o pensamento concreto. Por isso, brincar com cubos de montar é mais eficiente do que decorar números em cartolinas.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2303-15162,00.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mãe que defendia parto residencial morre após dar à luz filha em casa


Bebê nasceu com saúde, mas a australiana Caroline Lovell não resistiu. Mulher de 36 anos acreditava na vantagem de poder conhecer a parteira.

Uma mãe que era defensora dos partos feitos em casa morreu após o nascimento de Zahra, sua segunda filha, em Melbourne, na Austrália. Caroline Lovell tinha 36 anos e estava na companhia de parteiras. Paramédicos chegaram a fazer o socorro, mas não foi o suficiente para salvar a vida da mãe. As informações são do jornal britânico "Daily Mail".

Durante a vida, Caroline lutava pelas parteiras e procurou garantir financiamento e indenizações a elas junto ao governo australiano. Para um grupo que representa as parteiras em Melbourne, a morte de Caroline foi um choque, mas um caso raro e que não invalida o parto feito em casa, sem o auxílio da estrutura de uma maternidade ou hospital.

Uma investigação sobre a morte de Caroline será conduzida na cidade. Pouco antes da morte, ela havia afirmado que chegaria a fazer um parto sem nenhuma assistência caso as parteiras não recebessem proteção legal. A australiana acreditava em partos residenciais pela vantagem de poder conhecer melhor a parteira que irá tirar o bebê de dentro do ventre.

Uma ambulância ainda a levou para o Hospital Austin, em Melbourne, mas Caroline morreu no dia seguinte à internação.

Fonte: http://migre.me/7LTLb

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Como se preparar para a chegada do bebê


Durante a gestação, você vai ter muitas questões práticas para resolver, da decoração do quarto até o que comer nos primeiros dias com o bebê em casa. Nas próximas páginas, contamos tudo o que precisa saber. Afinal, quanto melhor for sua organização, mais fácil lidar com tantas novidades no pós-parto

"Eu só vou ser mãe quando estiver preparada.” Você já deve ter ouvido isso, ou até dito algo bem parecido, mas está aí uma coisa na vida para a qual não existe uma maneira de se preparar inteiramente. A chegada de um filho é sempre acompanhada de um tsunami emocional, um verdadeiro redemoinho de sensações. Dá um frio na barriga (ocupadíssima, por sinal) danado! Ninguém nasce sabendo ser mãe, mas há uma lista de providências (bem grande) que pode e deve ser tomada para que você, de alguma forma, vá sentindo a ficha cair lentamente – e facilite a sua vida no pós-parto.

De fato, enquanto o bebê está confortavelmente instalado aí dentro, é difícil prever como tudo vai ficar. Mas, quando você começa a preparar o quartinho dele, o enxoval, decide quem vai auxiliar você nos primeiros dias, como é que vocês vão pagar as novas contas... a vida real bate à sua porta e é preciso estar tinindo. Aqui, você vai encontrar um bom guia para ajudá-la a lembrar de cada um desses detalhes para que sua “adaptação” possa ser repleta de aconchego, atenção e carinho. Seu filho merece!

Vocês e mais um

Para quem ganha o primeiro filho, tudo muda. O seu namoradinho virou seu companheiro nessa aventura. Quanto mais ele participar durante a gravidez, mais conectado com a ideia vai estar quando o bebê chegar – por isso, nem pense em fazer todas as compras do enxoval com sua mãe. E, como os primeiros meses com uma criança em casa prometem ser cheios de novidades, vocês podem aproveitar o segundo trimestre da gestação ou o começo do terceiro para fazer um passeio especial – depois disso, os obstetras recomendam viagens curtas. E, claro, vale manter os hábitos “de namoro”, como jantar fora ou pegar um cineminha.

Quando o bebê nascer, por algum período, é inevitável que você dê muita atenção ao seu filho... e há maridos que chegam a ficar enciumados. “Todo o resto deixa de ser prioridade, é natural. Se o pai estiver presente, participar e dividir as tarefas, vai ver que essa fase logo passa”, afirma Lidia Aratangy, terapeuta familiar, autora de diversos livros, entre eles Novos Desafios da Convivência: Desatando os Nós da Trama Familiar (Ed. Rideel). É importante que ele esteja ao seu lado nesse começo. Infelizmente, por lei, o homem contratado tem direito a apenas cinco dias de licença-paternidade, a contar da data do parto, mas ele pode combinar de emendar as férias.

Quanto maior for a cumplicidade, melhor vocês vão lidar com essa fase. “Os três primeiros meses são decididamente os mais difíceis”, afirma Ana Karina Frota de Menezes, 31 anos, especialista em comércio exterior, mãe de Lucas, 3. Carinhos, massagens, sessão pipoca em casa estão liberados desde o começo, e a retomada da vida sexual, bem, essa acontece em até 40 dias após o parto (quando o obstetra libera a mulher, tenha sido parto normal ou cesárea). O importante, sempre, é que você se sinta confortável com a situação.

Mudanças dentro e fora de casa

O primeiro lugar que você vai ter de pensar é no quarto dele – uma das partes mais divertidas da gravidez, sem dúvida (veja tudo o que você precisa saber para organizá-lo a seguir). Fica a dica: as lojas têm um prazo de entrega que varia entre 45 e 60 dias corridos. Por isso, o ideal é decidir o mobiliário quando estiver por volta do quinto mês. Para gestações que incluem épocas como o final do ano e o Carnaval, vale refazer a conta para que o prazo de entrega não seja motivo de ansiedade. Mas, atenção: seu filho não vai usufruir do novo quarto assim que sair da maternidade, ao menos não à noite. A Academia Americana de Pediatria revisou recentemente as recomendações sobre o melhor jeito de o bebê dormir e, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), passou a recomendar que a criança durma no quarto dos pais (não na mesma cama) nos primeiros seis meses, porque, diante de qualquer problema, o adulto pode intervir rapidamente.

Antes mesmo de o bebê chegar, outros cômodos vão ganhar novos acessórios. Uma banheira vai ter que caber no seu banheiro. Deve estar na altura da sua cintura (para não forçar a coluna), vir com mangueira (mais fácil para esvaziar), com cesto (para acomodar itens de higiene e até mesmo brinquedos), espaço para pendurar a toalha e encosto antiderrapante. A sua sala, provavelmente, vai ganhar um carrinho na decoração. Pense onde ele vai ficar – os modelos guarda-chuva, que ocupam menos espaço, são uma boa opção. Muitas famílias, pensando nos riscos que o bebê pode correr quando começar a engatinhar, por exemplo, preferem já providenciar itens como plugs para cobrir as tomadas, redes de segurança para as janelas, protetores de quina e grades para escadas.

Outro item de segurança importantíssimo é a cadeirinha do carro, que deve ser comprada antes de ele nascer e ter o selo do Inmetro. Se seu bebê sair do hospital e for no colo no seu carro ou em qualquer outro veículo (exceto táxis, vans e ônibus), o motorista pode ser multado em R$ 191,54 e levar sete pontos na carteira de habilitação – o uso desse dispositivo de segurança é obrigatório de 0 a 7 anos e meio. O produto deve ser instalado no meio do banco traseiro, de costas para o painel. Compre em um lugar que, de preferência, faça ou ensine a instalação. “Não colocamos a cadeirinha antes (no carro) para ver como funcionava. Só no dia, quando eu saí da maternidade, na cadeira de rodas, que meu marido começou a tentar pôr a cadeirinha. E coloca de um lado, coloca de outro. Olha, foi outro parto”, afirma Ana Dell’Aquila, 32 anos, gerente de vendas, mãe do Lorenzo, 4.


Agradecimento: Mama Art (locação). Beleza: Magali Rodrigues
Fonte: http://migre.me/7F1tz 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Menores de um ano devem evitar o consumo de mel


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que crianças com menos de um ano de idade não consumam mel. O objetivo da orientação é prevenir a ingestão de esporos da bactéria Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Não existem restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.

Apesar de não haver confirmação de casos da doença no Brasil, a atuação da Anvisa está fundamentada em publicações oficiais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (como, por exemplo o Manual Integrado de Vigilância Epidemiológica do Botulismo - PDF) e publicações científicas sobre contaminação do mel brasileiro com Clostridium botulinum. Resultados de pesquisas (PDF) apontam que 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres, em seis estados brasileiros, estavam contaminadas com o bacilo.

O assunto foi pautado pela Agência em duas reuniões da Câmara Técnica de Alimentos, fórum formado por professores especialistas que fornecem suporte técnico à Gerência Geral de Alimentos da Anvisa. “A discussão ocorrida na Câmara Técnica de Alimentos resultou na publicação do Informe Técnico 37, que alerta pais e educadores para não incluir o mel na alimentação de crianças menores de um ano”, explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Martins Brito.

O botulismo intestinal só se inicia após a transformação dos esporos do Clostridium botulinum para a forma vegetativa (início das atividades metabólicas do microrganismo). Na forma vegetativa, esse bacilo se multiplica e libera toxina botulínica no intestino. “É importante lembrar que a multiplicação do Clostridium botulinum e liberação da toxina no intestino só ocorre em crianças que ainda não possuem a flora intestinal completamente formada ou em adultos com alguma doença que possa alterar essa flora protetora”, afirma Brito.

Em adultos sem problemas relacionados à flora intestinal, o consumo desses esporos nos alimentos não gera qualquer tipo de problema para a saúde. “A vigilância sanitária está trabalhando com o princípio da precaução, uma vez que o alto teor de açúcar e a baixa atividade de água, próprios do mel, impedem a germinação do esporo e, conseqüentemente, a produção da toxina”, finaliza a diretora da Anvisa.

Botulismo

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Quando provocada pela ingestão de alimentos contaminados, é considerada doença transmitida por alimento. Nas amostras de alimentos é comum encontrar formas esporuladas do Clostridium botulinum, em especial no mel.

O botulismo intestinal é um modo de transmissão do botulismo e ocorre com maior freqüência em crianças com idade entre 3 e 26 semanas. Está associado à ingestão de esporos da bactéria presentes em alimento contaminado.

De acordo com a Portaria 5/2006, da Secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o botulismo é doença de notificação compulsória. As suspeitas de casos exigem notificação à vigilância epidemiológica local e investigação imediata.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

Fonte: http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/190808.htm
PEDIATRAS TIRAM DÚVIDAS SOBRE CUIDADOS COM SEGURANÇA DOS BEBÊS

 

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=yHtcwUDvheA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Aproveite bem o tempo com seus filhos

Escrito por Crianças CG Atibaia

Mães que trabalham fora sabem bem o que é ter que equilibrar o tempo entre a profissão, os cuidados com a casa, a família e a convivência com os filhos. O ritmo de vida aumenta progressivamente, mas o relógio continua com as mesmas 24 horas de sempre.

As tarefas diárias fazem com que o tempo dedicado aos filhos seja escasso e isso costuma acarretar um sentimento de culpa nos pais, principalmente nas mães.

Segundo a psicanalista Marina Fibe De Cicco, quando os pais se sentem culpados podem tentar compensar sua ausência de uma forma que acaba atrapalhando a educação, por exemplo, não colocando limites na criança. "E quando isso acontece, no pouco tempo em que eles estão com o filho, os pais não exercem plenamente sua função", completa a psicanalista.

O que é mais importante, a quantidade ou a qualidade do tempo dedicado aos filhos? Na visão de Marina De Cicco a qualidade prepondera, mas a quantidade também deve ser considerada. A psicanalista explica que os pais são as principais referências dos filhos e, portanto, precisam ser presentes e participar da vida deles. Outro motivo apontado por ela é que os vínculos afetivos são cultivados com a convivência.

O ideal é que os pais consigam organizar suas atividades diárias para passar mais tempo com seus filhos e invistam na qualidade desse tempo.

Pensando nisso, convidamos a pedagoga Bruna Ribeiro, mestranda em Educação na PUC-SP, a dar dicas de como aproveitar bem o tempo com os filhos, com ideias para que o tempo dedicado a eles tenha qualidade. A pedagoga também dá sugestões de como incluir as crianças na rotina da casa para que tempo de convivência entre vocês seja maior.

Se o seu filho é bebê, aproveite o momento da troca de fraldas, da mamadeira e do banho para conversar e cantar para ele. Pesquisas comprovam que o toque da mãe somado ao som de sua voz é responsável pela produção de sinapses. Ou seja, criança que recebe carinho hoje é mais segura e criativa amanhã. Além disso, a atividade serve como calmante para o bebê e fortalece o vínculo entre mãe e filho.

Monte um cantinho em sua casa para a criança explorar as artes visuais, com folhas (pode ser de rascunho), lápis, canetinha, massinha, aquarela, tinta e um aventalzinho. Use a imaginação e faça "arte" com ele.

Chegou estressada do trabalho? Ponha uma música e chame seu filho para cantar e dançar com você. Com certeza os dois irão relaxar e se divertir.

Assista a um desenho, jogue um jogo, enfim, faça com seu filho algo que faz parte da rotina dele.

Tenha sempre um livro na cabeceira da cama de seu filho e reserve dez minutos por dia para ler histórias para ele antes de dormir. Não precisa ser um livro curto, você pode ler um trecho por noite. Com certeza a criança aguardará ansiosa pelos próximos capítulos da história.

Roupas que você não usa ou não servem mais, assim como óculos, chapéus e acessórios podem dar origem a uma caixa de fantasias. Peça para a família inteira colaborar, doando peças e objetos antigos para a caixa. Fantasie-se com a criança e juntos vocês poderão inventar muitos personagens e histórias.

No fim de semana acampe com seu filho na sala. A "barraca" pode ser montada com panos, pregadores, lanternas e muita imaginação. Lá dentro vale tudo: contar histórias ou pedir para a criança contar, tomar um lanche gostoso, jogar um jogo. Para a criança, o simples fato da mudança de ambiente já garante o lúdico.

Fique atenta à programação de livrarias e bibliotecas, pois elas costumam oferecer sessões gratuitas de histórias e oficinas para crianças de todas as idades.

Leve seu filho a parques e deixe-o andar descalço na grama e brincar com areia. Em cidades grandes as crianças têm pouco contato com a natureza, por isso, tente garantir que ela brinque em contato com a natureza pelo menos uma vez por semana e faça piqueniques em família.

A maior parte das brincadeiras das crianças nasce a partir da imitação que elas fazem daquilo que observam os adultos realizando, por isso, incorpore seus filhos nas tarefas simples do dia a dia, como arrumar a mesa, varrer o chão e tirar pó. Você pode, inclusive, montar um kit com vassoura, pá e rodinho de brinquedo para que ele brinque de ajudar. O objetivo não é ter um ajudante para a tarefa terminar mais rápido; o principal é vocês estarem juntos

Se você precisa ir ao supermercado, peça para seu filho fazer a lista dos itens que estão faltando (pode ser com desenhos, se ele ainda não souber escrever), e no estabelecimento peça ajuda para encontrar os produtos. O que para o adulto é uma tarefa chata, para a criança pode ser uma grande brincadeira.


Aproveite a ida ao supermercado para comprar muitas frutas e peça para seu filho ajudá-la a preparar uma deliciosa salada de frutas. Com uma faca sem ponta até crianças pequenas podem ajudar a picar frutas mais moles, como banana e morango.

Peça para seu filho ajudá-la a cuidar do bichinho de estimação da família. Isso o auxiliará a desenvolver senso de responsabilidade.

Deixe seu filho responsável por regar algumas plantinhas. Além de se divertir, a criança sentirá que a manutenção da casa também depende dela.

Fonte: PortalBBel

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pai, em dez atos




Pai não vem com manual. É verdade. Algumas coisas eles aprendem por instinto, outras pela prática e outras, ainda, pela lembrança dos próprios pais. E mesmo que, às vezes, meio sem jeito, mas com muita vontade de acertar. Aqui, uma ajudinha a todos.

1) O bebê já está em casa, mudando hábitos e, sobretudo, horários. Pelo menos, durante os primeiros meses, será difícil dormir uma noite inteira, sem interrupções. O casal, também, não terá tantos momentos íntimos, como antes, e a vida social deverá se adaptar às necessidades do ilustre recém-chegado.

2) Neném chora. Porque sente calor, frio, cólicas, alguma dorzinha, porque está cansado, mas com dificuldade de dormir porque suas fraldas estão molhadas, etc. Na maioria dos casos, o papai pode solucionar, sozinho, a situação. Com isso, sua mulher descansa um pouquinho, e você tem a oportunidade de estreitar mais ainda o relacionamento com o filhão.

3) Chacoalhar uma criança no colo, jogá-la para cima, balançá-la, freneticamente, falar e rir alto com ela. Calma, papai! Há momentos em que seu filho precisa de sossego, e essas brincadeiras, além de assustar, acabam por deixá-lo inquieto e irritado. Experimente uma voz mansa e um colinho mais tranqüilo.

4) Vai trocar as fraldas pela primeira vez? Então, mãos à obra! Separe o que for usar: algodão embebido em água morna ou em uma solução anti-séptica própria. Se preferir, os lenços umedecidos são superpráticos. Lembre que a limpeza deve ser feita de frente para trás (da vagina ou do pênis, em direção ao ânus). Não use o mesmo lenço ou algodão duas vezes, e seque bem o bebê, passando, em seguida, um creme hidratante infantil. Atenção: ao colocar a fralda nova, não aperte demais, com medo de que ela vá cair.

5) Ele tem mais de seis meses e continua manhoso? Não se desespere! É difícil mesmo se adaptar ao mundo, às pessoas, tão diferentes entre si, a horários, hábitos. A simples presença do papai, lado a lado, pode ajudar. E muito. Dá segurança, conforto e só aumenta a auto-estima.

6) Pai de mil e uma utilidades: corta as unhas do neném (retas e nunca rentes), enche a banheira e verifica a temperatura da água, passa um óleo próprio para tirar as crostinhas da cabeça, higieniza chupetas e mamadeiras; completa os potes de algodão, cotonetes e gazes... De quebra, leva um copo de água para a mamãe que está amamentando e sente muita sede.

7) Hora de dormir. Pertinho dele, conte histórias ou cante musiquinhas de ninar. O bebê vai lembrar desses momentos pelo resto da vida. Mas, atenção: nada de enredos escabrosos, com bruxas, monstros ou gigantes. Deixe isso para quando a criança for maiorzinha.

8) Ele não parece bem? Está sonolento, choroso e sem apetite? Antes de ligar para o pediatra, observe todos os sintomas. Verifique a temperatura, veja se a respiração e o pulso parecem acelerados, se há manchas ou marcas na pele. Quanto mais detalhes você puder contar, mais facilmente o médico poderá fazer o diagnóstico.

9) Se precisar acordar seu filho, use de toda a delicadeza. Nada de entrar no quarto dele cantando alto ou arrancá-lo do berço, abruptamente. Chame-o pelo nome, bem baixinho, apóie uma das mãos entre a cabeça e a nuca do bebê, e a outra sob o bumbum. Firme? Então, levante-o bem devagar e coloque-o no colo.

10) Na visita mensal ao pediatra, pergunte, pergunte, pergunte, sem receio de parecer desinformado. Mesmo que você seja médico, é normal que tenha muitas dúvidas sobre tudo que envolve a saúde e os cuidados com o neném. Principalmente se este for seu primeiro filho.


Simone Magalhães
Consultoria: Dra. Paula Stockler, pediatra. Mestre em Saúde da Criança pela Fiocruz/RJ