segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


Manual para evitar quedas das crianças

  
Malu Echeverria

QUAL O PERIGO? 

As quedas são a principal causa de atendimento de crianças de 0 a 9 anos nas unidades de urgência do Sistema Único de Saúde, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Representam 50% dos acidentes que envolvem crianças, sendo que a maioria acontece em casa. 
Cair faz parte do desenvolvimento da criança, dos primeiros passos às corridas de bicicleta. Mesmo assim, algumas medidas de prevenção são importantes para evitar acidentes mais graves. 

COMO PREVENIR 

- A supervisão de um adulto é fundamental, pois a maioria das quedas está associada à ausência de um cuidador; 

- Nunca deixe o bebê sozinhos, principalmente na cama e no trocador, mesmo que ele ainda não consiga rolar. Um segundo de descuido durante a troca de fraldas, por exemplo, é o suficiente para ele cair. Por isso, mantenha sempre uma das mãos na criança; 

- Atenção à altura da base do berço: se a criança já consegue ficar em pé, pode cair por cima da grade; 

- Quando ela já tiver idade para dormir na cama, escolha um modelo com grade protetora de ambos os lados; 

- Esqueça os andadores! Por causa da gravidade das lesões relacionadas a esse tipo de equipamento, eles são contra-indicados pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Outros traumas frequentemente associado aos andadores são lesões nas unhas, nos dedos e até mesmo nos tornozelos do bebê; 

- Use portões de segurança no topo e na base das escadas; 

- Se possível, bloqueie o acesso com grades às áreas de risco da casa, como cozinha, lavanderia e área externa; 

- Pisos escorregadios são um perigo, cuidado! Para evitar quedas, coloque antiderrapante nos tapetes; 

- Instale grades ou redes de proteção nas janelas e sacadas; 

- Mantenha armários, camas e outros móveis afastados das janelas. Convém verificar, também, se os móveis, o tanque e as louças do banheiro estão fixos e estáveis; 

- No playground, veja se os brinquedos estão em boas condições e são adequados à idade da criança. Outras características importantes: piso macio para amortecer as quedas (grama, areia ou piso emborrachado) e brinquedos com no máximo 1,5 m de altura; 

- Na escola, as crianças devem ser separadas por faixa etária na hora do recreio;

- Equipamentos de segurança, como capacete e joelheiras, são fundamentais nas brincadeiras de bicicleta, skate ou patins. 

PRIMEIROS SOCORROS 

- Em primeiro lugar, mantenha a calma. Tenha sempre à mão o número do telefone de emergência do Pronto Socorro mais próximo de casa. Ligue para o pediatra e, se for o caso, leve a criança ao PS; 

- Os recém-nascidos sempre devem ser levados ao pronto-antendimento ao sofrer uma queda. Já as crianças maiores, depende da situação. Por isso, é importante falar com o pediatra antes. Ele vai avaliar questões como altura da queda, área do corpo que recebeu o primeiro impacto, tipo de superfície ou obstáculos no trajeto e como a criança reagiu. Sonolência, desorientação, estrabismo, pupilas desiguais, saída de liquido claro pelo nariz ou ouvidos e vômitos, por exemplo, são sinais graves;

- O ideal é que a criança não durma após uma queda, simplesmente porque assim fica mais difícil observar como ela vai reagir depois do acidente. Por isso, se a queda coincidir com o horário do sono da criança, deve-se acordá-la a cada duas ou três horas para verificar se ela responde aos estímulos normalmente.

Fonte: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Pediatria; Criança Segura; Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein; http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI75091-16889,00.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012


Segurança: sua casa esconde alguns perigos para as crianças

Conheça todos os riscos, dos mais evidentes aos que você nunca imaginou, que as crianças correm dentro do próprio lar



Malu Echeverria

Da porta para dentro, você respira aliviada, já que seu filho está protegido? Pois saiba que, dentro de casa, há inúmeros perigos também. “Da cozinha à lavandeira, nenhuma parte está livre de acidentes”, diz o pediatra Wilson Maciel, um dos organizadores do livro Crianças e Adolescentes Seguros (Publifolha), da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O local onde acontece a maior parte dos acidentes, segundo o especialista, é a cozinha. Depois, vem o banheiro, o corredor (quem diria?), as escadas, os quartos e a sala. A seguir, ele conta onde mora o perigo e ensina a evitá-los. 

Cozinha 

- Deixe o bujão de gás do lado de fora; 

- Prefira as “bocas” (queimadores) de trás do fogão. Além disso, os cabos de panelas devem ser virados para dentro e para trás; 

- Proteja as tomadas e recolha os fios dos eletrodomésticos; 

- Os materiais de limpeza deve estar em suas embalagens originais e fora do alcance das crianças, em armários altos e trancados; 

- Fósforos e isqueiros também devem ser armazenados com cuidado, isto é, em locais altos e trancados; 

- A mesma regra vale para os objetos cortantes (garfos, facas, copos de vidro, espetos, etc.), que devem ser armazenados em gavetas e armários com travas. 

Banheiro 

- Mantenha o piso seco e use tapetes antiderrapantes; 

- Cosméticos, medicamentos e aparelhos elétricos devem ser mantidos em armários trancados, longe do alcance das crianças; 

- Se houver aquecedor a gás no banheiro, mantenha o espaço sempre ventilado. Além disso, o aparelho precisa de manutenção periódica; 

- Aparelhos elétricos não devem ser mantidos nas tomadas após o uso, mesmo que desligados; 

- As tampas dos vasos sanitários devem ser mantidas fechadas e travadas. 

Quarto das crianças 

- Prefira móveis de cantos arredondados; 

- As camas devem ter proteções laterais e os espaços entre as grades têm de ser de 5 a 7 cm para evitar que cabeça se prenda entre elas; 

- Depois das brincadeiras, os brinquedos têm de ser guardados para evitar quedas e tropeços; 

- Para evitar asfixia, prenda os cobertores e lençóis nos “pés” da cama; 

- Posicione os móveis longe das janelas; 

- Coloque protetores nas tomadas; 

- As janelas devem ter grades ou redes de proteção. 

Quarto do adulto 

- Não se deve fumar na cama, por causa do risco de incêndio; 

- As tomadas devem ter protetores e os fios têm de ser curtos, como no resto da casa; 

- Televisões e outros aparelhos devem ser colocados sobre móveis estáveis; 

- Evite usar a mesma tomada para dois ou mais eletrodomésticos; 

- Guarde remédios, perfumes e cosméticos em armários altos e trancados. 

Sala de estar 

- Bebidas alcoólicas exigem os mesmos cuidados do que os medicamentos, ou seja, têm de ser guardadas em armário alto e trancado; 

- Aparelhos eletrônicos, por causa do risco de choque e queimadura, devem ser mantidos fora do alcance das crianças, com fios curtos e presos; 

- Prefira móveis de cantos arredondados; 

- Evite ter portas de vidro na casa. Se tiver, sinalize-as; 

- As cortinas não devem ter puxadores, pois há risco de enforcamento; 

- Por último, tenha sempre à mão telefones de emergência. 

Corredores e escadas 

- Os corredores devem ser iluminados, de dia e à noite, com piso antiderrapante, sem tapetes e outros objetos que atrapalhem a circulação; 

- Nas escadas, use grades ou portões de proteção no topo e na base. 

Lavanderia e áreas externas 

- Nas janelas, grades de proteção são obrigatórias; 

- A piscina deve ter cerca ou grade de proteção (com portão trancado), lona de cobertura e alarme; 

- Para proteger seu filho contra intoxicações no jardim, informe-se sobre as espécies de plantas venenosas mais comuns; 

- Pesticidas, herbicidas e outros produtos tóxicos que costumam ser armazenados na garagem devem ser trancados; 

- Jamais utilize ou armazene álcool líquido em casa; 

- Mantenha baldes e bacias vazios, em local alto; 

- O tanque de roupas deve ter fixação adequada. Além disso, evite deixá-lo cheio de água.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI89921-16891,00.html

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Saiba quais as chances de ter uma gestação de múltiplos

Foto: Getty Images

Danielle Sanches

O caso da falsa grávida de Taubaté chamou a atenção das mulheres para a gestação de múltiplos - aquela em que a mãe carrega no ventre mais de um bebê. A gravidez de gêmeos têm se tornado mais comum no país graças aos métodos de reprodução assistida, que aumentam a possibilidade de fertilização e desenvolvimento de mais de um óvulo ao mesmo tempo.

Sem a interferência humana, no entanto, a ocorrência de múltiplos seria menor. De acordo com Edílson da Costa Ogeda, ginecologista e obstetra consultor da clínica Cordcell, de forma espontânea, de cada 100 gestações, uma será de gêmeos (independente do número de bebês). "O mais comum são dois bebês", afirma o médico. "Trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos são extremamente raros na natureza", diz o especialista, que também é diretor da Maternidade do Hospital Samaritano, em São Paulo.

Dentro do universo dos gêmeos, existem ainda situações mais raras. O mais comum é encontrarmos irmãos bivitelinos, quando são fecundados dois óvulos e ambos se transformam em dois bebês."As semelhanças são as mesmas encontradas em irmãos comuns", explica o Edílson da Costa Ogeda. Os gêmeos univitelinos são aqueles em que um óvulo apenas se divide em dois, gerando irmãos idênticos. "Estes são do mesmo sexo e são idênticos do ponto de vista genético", afirma o médico.

Embora seja considerado um golpe de sorte, a gravidez de mais de um bebê é considerada preocupante. "O corpo da mulher foi feito para ter um bebê, no máximo dois de uma só vez", afirma o médico. "Acima disso, pode gerar problemas graves de saúde para a mãe e o bebê", alerta o especialista.

Entre os problemas mais comuns estão a diabetes gestacional e a hipertensão arterial, uma indicação que o corpo da mãe está sobrecarregado com os múltiplos. "O ganho de peso também é enorme e, além dos problemas estéticos, isso pode também causar problemas cardíacos na mãe", diz Emerson Cordts, responsável pelo setor de reprodução assistida do Hospital e Maternidade São Luiz. Para os bebês, a prematuridade é sempre um fantasma, já que dificilmente eles ficarão no ventre até o final da gestação. "Eles nascem pequenos, ficam muito tempo internados e podem ter sequelas neurológicas, motoras e intelectuais", diz.

Encomenda de bebês

Com a reprodução assistida, muitos casais estão conseguindo realizar o sonho de serem pais. No entanto, a falta de diretrizes claras fez com que o número de embriões implantados na mulher fosse virtualmente ilimitado. "Quanto mais embriões são colocados, maiores as chances de conseguir um que vingue", diz Emerson Cordts. "No entanto, colocar acima de quatro é irresponsável, pois há chances de resultar em uma gravidez de múltiplos, considerada de risco principalmente nas mulheres acima de 35 anos e que procuram muito esse tipo de tratamento", alerta o especialista.

Por causa disso, o Brasil já foi um dos campeões em gestação de gêmeos. Desde 2011, no entanto, o Conselho Federal de Medicina passou a inibir essa prática. "A decisão é sempre do casal, claro", diz o médico. "Mas o correto é nunca transferir mais de quatro óvulos fecundados para o útero da mulher", explica.

Outro procedimento muito utilizado é a indução da ovulação na mulher. Na prática, ela deve tomar um medicamento que aumenta o número de óvulos produzido, aumentando assim as chances de engravidar de forma natural. No entanto, se o processo não for controlado, há, sim, o risco de induzir a uma gravidez múltipla. "As pessoas acreditam que o nascimento de gêmeos ou múltiplos é uma alegria, mas os riscos para a saúde da mãe e dos bebês, além dos cuidados de alto custo que eles vão inspirar depois do nascimento, são fatores que devem ser levados em conta também", afirma o médico.

Fonte: http://migre.me/7QMGK

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Como estimular a inteligência da criança? Viver é o melhor exercício

Como uma planta, o cérebro das crianças precisa ser cultivado. Basta estar no mundo.


Jeanne Callegari e Malu Echeverria

Diferentemente da maioria dos mamíferos, os bebês humanos vêm ao mundo de olhos bem abertos. Já nascem curiosos e com vontade de aprender. A natureza faz boa parte do trabalho, mas é claro que os pais não são meros coadjuvantes. Os educadores costumam comparar o cérebro a uma plantinha: você tem de regá-lo e, então, dar tempo ao tempo. "As flores só vão brotar depois", afirma a psicopedagoga Adriana Foz. Os pais não são os jardineiros, mas parceiros nessa jornada. 

Janelas abertas


A maior parte das transformações no cérebro ocorre nos seis primeiros anos de vida. Como a criança nasce com mais neurônios do que vai precisar na vida adulta, nesse período ocorre o que os neurocientistas chamam de "poda" cerebral. Nesse processo, as sinapses – ligações entre os neurônios – mais integradas ao sistema sobrevivem, enquanto as menos utilizadas são descartadas. Para se ter uma idéia, do primeiro ao quinto ano de vida são eliminadas cerca de 100 mil conexões por segundo. Isso não quer dizer, porém, que a poda seja ruim. Faz parte do desenvolvimento do cérebro. Quando não acontece por completo, pode ocasionar certos tipos de retardo mental. 

Mas não é a única revolução que se passa no cérebro, nessa época. "Abrem-se" também as janelas de oportunidades, nome poético que os cientistas usam para chamar o período especialmente fértil ao aprendizado de certas habilidades. Então, quanto mais cedo a criança começar a aprender coisas novas, sejam as letras, as cores ou os números, melhor? Não, afirmam os especialistas, em coro. "Tudo tem uma idade e uma medida certa", diz Adriana. 

Ensinar às crianças o alfabeto antes dos 2 anos, por exemplo, não é adequado. Isso porque, nessa idade, ela está na fase sensório-motora: é o melhor momento para desenvolver os sentidos e os movimentos – e não a lógica das letras. Mesmo as mais velhas ainda têm o pensamento concreto. Por isso, brincar com cubos de montar é mais eficiente do que decorar números em cartolinas.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2303-15162,00.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mãe que defendia parto residencial morre após dar à luz filha em casa


Bebê nasceu com saúde, mas a australiana Caroline Lovell não resistiu. Mulher de 36 anos acreditava na vantagem de poder conhecer a parteira.

Uma mãe que era defensora dos partos feitos em casa morreu após o nascimento de Zahra, sua segunda filha, em Melbourne, na Austrália. Caroline Lovell tinha 36 anos e estava na companhia de parteiras. Paramédicos chegaram a fazer o socorro, mas não foi o suficiente para salvar a vida da mãe. As informações são do jornal britânico "Daily Mail".

Durante a vida, Caroline lutava pelas parteiras e procurou garantir financiamento e indenizações a elas junto ao governo australiano. Para um grupo que representa as parteiras em Melbourne, a morte de Caroline foi um choque, mas um caso raro e que não invalida o parto feito em casa, sem o auxílio da estrutura de uma maternidade ou hospital.

Uma investigação sobre a morte de Caroline será conduzida na cidade. Pouco antes da morte, ela havia afirmado que chegaria a fazer um parto sem nenhuma assistência caso as parteiras não recebessem proteção legal. A australiana acreditava em partos residenciais pela vantagem de poder conhecer melhor a parteira que irá tirar o bebê de dentro do ventre.

Uma ambulância ainda a levou para o Hospital Austin, em Melbourne, mas Caroline morreu no dia seguinte à internação.

Fonte: http://migre.me/7LTLb