terça-feira, 20 de março de 2012

Dicas para o cuidado com o bebê
 
 

Primeiros Cuidados com o bebê

Depois da chegada do nenê, as mudanças e as alegres descobertas transformam cada dia em momentos inesquecíveis de sua vida. Psicologicamente podemos dividir a gravidez em 4 trimestres, três de gestação e um de adaptação da mãe, pai e bebê. Fique tranqüila, pois o cuidado e atenção são fundamentais para dar mais segurança ao bebê. E rapidinho você vai ver que tem muito mais habilidade nos cuidados com ele do que imaginava. Esta intensa relação contribui para a construção do vínculo dos pais com o bebê.

Troca de fraldas

É importante trocar a fralda sempre que estiver molhada ou suja para evitar assaduras e manter seu nenê sempre confortável.

Veja algumas dicas práticas para fazer da troca de fraldas um momento tranqüilo e prazeroso para você e para o bebê:

- Prepare todo o material antes de iniciar a troca, cheque tudo o que vai precisar e lave bem as mãos;

- Aproveite esse momento de intimidade para conversar com o seu bebê dizendo a ele o que será feito, ou cantar, transmitindo confiança e carinho;

- Escolha uma fralda de boa qualidade e preferencialmente sem perfume, para evitar possíveis alergias;

- Limpe a pele em movimento único, de cima para baixo (ou de frente para trás), para evitar a contaminação da uretra com resíduo de fezes. Use água morna e algodão, limpando bem as dobrinhas do bebê;

- Na hora de enxugar, utilize uma toalha macia e faça movimentos delicados, sem esfregar a pele do bebê. Assim, ele fica sequinho, evitando possíveis assaduras. Prefira produtos de fácil aplicação e remoção, mais suaves para a pele sensível do bebê;

- Aproveite as trocas de fraldas para olhar atentamente a pele do seu bebê. Pomadas que formam uma camada protetora e transparente auxiliam no acompanhamento visual da saúde da pele, recomenda-se o uso de uma pomada antiassaduras hipoalergênica (que não possua perfume, corantes e conservantes);

- A fralda deve ficar ajustada na cintura do bebê com uma folga de 1 dedo, assim ele fica sequinho e confortável por mais tempo;

- Antes de colocar a roupa no bebê, não se esqueça de higienizar as mãos. Para ser mais prático e não deixar o seu bebê sozinho você pode utilizar álcool em gel.

A hora do banho

No banho o mais importante é a segurança e o prazer do bebê e da mãe! Não existe uma "receita" feita para este momento ou uma técnica mais ou menos indicada. Algumas dicas para esses primeiros banhos facilitam bastante o processo.

O melhor horário é aquele que se adapta a rotina da casa, escolha um período em que você possa dedicar-se somente ao banho, sendo recomendável dar o banho sempre no mesmo horário, para criar, aos poucos, uma rotina na vida do bebê;

Prepare o banho: organize todos os materiais necessários (sabonete neutro, hastes flexíveis de algodão, algodão, toalha, escova macia, pomada antiassaduras, fralda e as roupas do bebê na seqüência em que será vestida) e lembre-se de prender o cabelo e de retirar pulseiras, relógio e anéis para evitar machucar a pele do bebê, que é muito delicada;

O ambiente deve ter temperatura estável, sem corrente de ar;

O banho pode começar pelo rosto, lavando somente com água e, a seguir, a cabeça e o resto do corpo com sabonete neutro;

Lave o coto umbilical e ao redor com sabonete neutro durante o banho. Seque muito bem após o banho, preferencialmente com uma toalha absorvente, com cuidado e suavidade. Recomenda-se fazer o curativo do coto umbilical e sua base de acordo com as orientações do hospital ou do pediatra;

Quando terminar o banho, não esqueça de fazer a higiene da banheira.

Amamentação

A amamentação é um processo de aprendizado entre mãe e bebê nos primeiros dias de vida. Existem diferentes orientações e condutas referentes à amamentação e o mais importante é seguir a orientação do seu médico, pediatra ou profissional capacitado no atendimento à amamentação. É recomendado a amamentação exclusiva por 6 meses e, após esse período deve-se introduzir, paralelamente, novos alimentos. Se for necessário optar por outra forma de alimentar seu bebê, procure conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção para sentir-se segura.

O importante é que você e o bebê estejam saudáveis e sintam-se bem e felizes.

Você e seu bebê precisam de conforto e tranqüilidade nesse momento. Procure uma posição confortável. Seja qual for a posição escolhida, o bebê deve ficar encostado em seu corpo e a cabeça apoiada em seu braço, para levá-lo facilmente ao seio. Cuidado: o corpo do bebê não pode ficar na posição horizontal, pois favorece o aparecimento de dor e fissuras;

O bebê tem de estar calmo e em alerta;

Depois de escolher a melhor posição, faça um "C" unindo os dedos de uma das suas mãos e o inverta. O polegar deve ficar na porção superior da mama e os outros dedos unidos, na porção inferior. A boca do bebê deve estar alinhada ao mamilo;

Espere o bebê abrir bem a boca e leve-o na direção da mama;

Espere o bebê sugar algumas vezes e solte a mão que apoiava a mama;

O bebê precisa abocanhar a maior parte da aréola. Na pega correta, os lábios devem estar voltados para fora como uma "boca de peixe". Os músculos da face precisam realizar o movimento de ordenha;

O bebê deve mamar em livre demanda, ou seja, sempre que quiser. No início é recomendado amamentar o bebê de 8 a 10x/24h. Eles mamam cerca de quinze a vinte minutos em cada seio, mas a duração da mamada varia de bebê para bebê.

Além das trocas de fraldas, do banho e da amamentação, outros cuidados fazem parte da rotina de higiene do bebê. Veja mais algumas dicas abaixo.

Umbigo

É importante manter limpo o coto umbilical, principalmente sua base, que pode acumular secreções. Procure efetuar a higiene com a freqüência recomendada pelo pediatra, geralmente até 3 vezes ao dia são suficientes. Quando a limpeza for feita na troca de fraldas, limpe primeiro o umbigo e depois finalize a troca do bebê. Recomenda-se a utilização de álcool 70% e hastes de algodão. Procure não encharcar a região com o álcool para que seque mais rápido. O coto umbilical leva em média entre 1 e 2 semanas para cair, e a desinfecção da região deve ser feita por mais alguns dias, até o pediatra autorizar a parada. Fique tranqüila ao fazer a limpeza por mais delicada que seja a região, pois o bebê não sente dor nesse tecido, que não tem sensibilidade e já perdeu sua função.

Orelhas

Assim como os adultos, os bebês produzem placas de cera que são defesas naturais do organismo. As hastes de algodão foram desenvolvidas para secar a parte externa da orelha. Nunca insira a haste de algodão no ouvido para evitar riscos de lesões internas. Para manter as orelhas do bebê limpas, aproveite à hora do banho para higienizar a parte de trás e, após o banho, seque bem a parte externa com a toalha macia.

Mãos e Unhas

Mantenha as mãos do bebê sempre limpas, pois constantemente vão à boca. Sempre que forem molhadas, seque bem entre os dedos para evitar possíveis rachaduras nesse tecido sensível. As unhas devem estar sempre limpas e curtas, evitando arranhões. Nos primeiros dias, por serem bem molinhas, você pode somente lixá-las, e conforme forem adquirindo mais firmeza, podem ser cortadas com tesoura sem ponta.

Fonte: http://migre.me/8mmav

terça-feira, 13 de março de 2012


Passear no shopping center com as crianças é seguro?

Nem sempre. Escadas rolantes, lojas cheias e até mesmo garagens são ambientes que oferecem riscos às crianças. Veja como evitar acidentes:


Malu Echeverria

Você já deve ter percebido que os shoppings começaram a ficar lotados. Todo fim de ano é a mesma coisa. Se for no fim de semana, então, a situação é bem pior. Mas atenção: embora o shopping center seja considerado um local seguro, e escolhido como programa de lazer preferido de muitas famílias, assim como  qualquer ambiente público, está cheio de armadilhas para as crianças. “Como elas estão descobrindo o mundo, se encantam pela multidão e até pelas cores da vitrine. Qualquer distração dos pais pode ter conseqüências perigosas”, alerta Ingrid Stammer, coordenadora de projetos da ONG Criança Segura. 

Para evitar surpresas desagradáveis, a supervisão deve ser constante desde a garagem. “Crianças pequenas passam desapercebidas pelos motoristas, que podem atropelá-las”, diz Ingrid. Outros lugares que oferecem perigo são elevadores, escadas rolantes, vitrines, banheiros e ambientes lotados, de lojas a corredores. No meio da multidão, seu filho pode se perder ou até ser sequestrado. Por isso, convém prestar muita atenção e explicar a criança como se portar em casos de emergências. Vocês podem combinar um local de encontro caso se percam, por exemplo. Também é importante ensiná-la a dizer o nome dos pais, a procurar ajuda de pessoas uniformizadas, como o segurança, e a telefonar para o celular dos pais. 

Em ambientes lotados, o ideal é que a criança ande sempre de mãos dadas com algum adulto e, se necessário, deve ser carregada no colo ou num carrinho. Mesmo se ela protestar, lembre-se de que a segurança do seu filho está em jogo. A partir dos 3 anos, combinados simples, como pedir para ele não sair de perto enquanto você paga uma conta. Mas a curiosidade dele pode ser mais forte e a regra, rapidamente esquecida. Por isso, todo cuidado é pouco.

domingo, 4 de março de 2012


Como lidar com o engasgo de bebês e crianças

Confira o que fazer para prevenir que seu filho engasgue


Ana Paula Pontes

Uma das grandes aflições das mães, principalmente as que têm o primeiro filho, é o medo que eles engasguem. Nessas horas, é difícil, mas é preciso não entrar em desespero. Engasgos leves, com líquidos, não são tão graves assim, principalmente se a criança estiver rosada. “Eles, aliás, são mecanismos de proteção do bebê, que fecha a glote para que aquele alimento não passe para as vias respiratórias”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês (SP). 

O fundamental, no entanto, é prevenir acidentes maiores. Nunca deixe moedas, brincos, pilhas de relógio ou quaisquer objetos pequenos ao alcance das crianças. Selecionamos abaixo algumas dicas de como evitar o engasgo e o que fazer se ele acontecer: 
- Após amamentar, deixe o seu filho em pé, por 15 minutos. E não estranhe se não ouvir nenhum barulho. O ar sai por gravidade. Por outro lado, muitas vezes os pais deitam a criança assim que escutam ela arrotar, mas é preciso respeitar esse tempo total;

- Algumas crianças engasgam principalmente no início da amamentação, período em que elas não conseguem coordenar direito a respiração e deglutição. Se o seu filho estiver faminto, uma dica é: após 15 ou 20 segundos do início da mamada, tire a boca dele do seu peito, para que se recupere do cansaço inicial. Depois, você vai perceber que ele entra num ritmo mais pacífico;

- Respeite o tempo certo de introduzir novos alimentos na dieta do seu filho. Segundo o especialista, sopas com pedacinhos devem ser oferecidas somente a partir dos 8 meses, e comida, após 10 meses. Mas a regra não vale para todas as crianças. Há aquelas que demoram mais tempo para se acostumar com os pedaços. “Se perceber que mesmo com 8 meses a criança engasga com a nova consistência da sopa, espere um pouco mais e tente após uns 15 dias”, diz Danesi. Converse com o pediatra do seu filho e tire todas as dúvidas sobre a alimentação dele;

- Nunca entregue na mão da criança um alimento que possa se desprender em pedaços grandes na boca, como salsichas, cachos de uvas, pães, bolachas;

- Se com todos os cuidados ainda assim seu filho engasgou, atenção: “Se perceber que a criança está com dificuldade respiratória, mas respirando e rosada, não tente tirar o corpo estranho, porque ele pode ir para um ponto onde nem a passagem parcial de ar vai existir. Vá para o hospital”, afirma o pediatra;

- Já, em casos extremos, se você não conseguir uma ajuda de emergência e a criança não estiver respirando e arroxeada, alguns procedimentos de emergência, indicados por especialistas, podem ajudar. Veja dicas:

Aspiração de corpo estranho

Emílio Carlos Elias Baracat

Corpo estranho (CE) é qualquer objeto ou substância que inadvertidamente penetra o corpo ou suas cavidades. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.
Qualquer material pode se tornar um CE no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é a situação de engasgo. Isto ocorre quando a criança está comendo, ou quando está com um objeto na boca, habitualmente peças pequenas de brinquedos.

No Brasil, milho, feijão e amendoim são os grãos mais comumente aspirados na faixa etária pediátrica. Por outro lado, o material mais relacionado a óbito imediato por asfixia é o sintético, como balões de borracha, estruturas esféricas, sólidas ou não, como bola de vidro e brinquedos.

A aspiração de corpo estranho (ACE) é descrita principalmente nas crianças do sexo masculino, o que reflete uma natureza mais impulsiva e aventureira nos meninos. Predomina na faixa etária pediátrica entre 1 e 3 anos de idade, com mais de 50% das aspirações ocorrendo em crianças menores de 4 anos e mais de 94% antes dos sete anos. É na idade até três anos que a criança não controla a mastigação e a deglutição de alimentos, pois não possui os dentes molares, estrutura importante na trituração de alimentos sólidos. A oferta de alguns tipos de alimentos a crianças pequenas, como amendoim, feijão, pipoca e milho, apresentam risco para a aspiração, pois as crianças vão degluti-los sem mastigar, e qualquer distração, risada, brincadeira ou susto pode precipitar o acidente. Além disso, a criança nesta idade possui o hábito de levar objetos à boca, como pequenos brinquedos de plástico ou metal, normalmente de irmãos mais velhos.

Logo após a aspiração de algum objeto, ocorre acesso de tosse, seguida de engasgo, que pode ou não ser valorizado pelos pais. A aspiração também deve ser considerada quando ocorre o primeiro quadro súbito de chiado no peito em crianças sem casos de alergia na família. Tosse persistente, chiado no peito, falta de ar súbita, rouquidão e lábios e unhas arroxeadas, são sinais sugestivos de que pode ter ocorrido a ACE.

Quando a ACE é parcial, a criança pode tossir e esboçar sons. Nesta situação, o melhor procedimento é a não intervenção no ambiente doméstico e encaminhamento a um serviço de saúde, para o tratamento definitivo.

Quando a ACE é total, a criança não consegue esboçar qualquer som, está com asfixia, falta de ar importante e até com os lábios arroxeados. Nesta situação, deve-se proceder da seguinte maneira:

Maiores de um ano: manobra de Heimlich, que consiste em compressões abaixo das costelas, com sentido para cima, abraçando a criança por trás, até que o CE seja deslocado da via aérea para a boca e expelido.

                                                                
Menores de um ano: 5 percussões com a mão na região das costas, a criança com a cabeça virada para baixo, seguida de 5 compressões na frente, até que o CE seja expelido ou a criança torne-se responsiva e reaja.
                                                  (5 vezes)                                  (5 vezes)



Se você conseguir visualizar o CE na boca, retire-o com cuidado, mas não tente ir às cegas com o dedo na boca, pois pode provocar lesões na região ou empurrar o corpo estranho para regiões mais baixas, e piorar o quadro de obstrução.

Recomendações de prevenção

O que você deve fazer para evitar que seu filho engasgue?

Não ofereça alimentos a crianças menores de 4 anos, sem amassar e desfiar as fibras.
Não deixar pedaços de alimentos no prato, principalmente os arredondados.
Os seguintes alimentos são de risco potencial para a aspiração: sementes, amendoim, castanha, nozes, milho, feijão, pedaços de carne e queijo, uvas inteiras, salsicha, balas duras, pipoca, chicletes.
Mantenha os seguintes itens da casa, longe do alcance de crianças menores de 4 anos: balões, moedas, bolinha de gude, brinquedos com peças pequenas, bolas pequenas, botões, baterias esféricas de aparelhos eletrônicos, canetas com tampa removível.

O que você pode fazer para prevenir o engasgo e aspiração:

Estar ciente das manobras de desobstrução que você pode fazer em casa, citadas acima.
Insistir para que as crianças comam à mesa, sentadas. Evite alimentá-las enquanto  correm, andam, brincam, estão rindo e não deixá-las deitar com alimento na boca.
Corte os alimentos em pedaços bem finos e ensine a criança a mastigá-los.
Supervisione sempre a alimentação de crianças pequenas.
Fique atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos ou irmãs mais velhas oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores.
Evite comprar brinquedos com partes pequenas e mantenha objetos pequenos da casa fora do alcance das crianças.
Siga a recomendação da embalagem dos brinquedos, com relação à idade ideal para aquisição.
Não deixe crianças pequenas brincarem com moedas.

Saiba mais: Crianças e Adolescentes Seguros. Guia Completo para Prevenção de Acidentes e Violências. Sociedade Brasileira de Pediatria. Coordenadores: Renata D. Waksman, Regina M. C. Gikas e Wilson Maciel. Editora: Publifolha, 2005.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI63541-15150,00.html