quinta-feira, 19 de abril de 2012


Como evitar afogamentos de crianças
O olhar atento dos pais e responsáveis é sempre o melhor caminho para proteger as crianças de acidentes



Malu Echeverria e Nádia Mariano

É a segunda maior causa de mortes entre crianças entre 1 e 14 anos no Brasil, e só fica atrás dos acidentes de trânsito. São mais de 1.400 mortes por ano. Os riscos não são apenas para quem tem piscina em casa ou está passando férias na praia. As crianças, principalmente menores de 2 anos, também podem se afogar na banheira, no vaso sanitário, em cisternas ou mesmo em um balde cheio d’água. 

Como acontece o afogamento: 

Quando mergulhamos inesperadamente, um mecanismo de proteção chamado laringoespasmo, que consiste na contração das vias aéreas, é acionado pelo organismo. Isso impede que a água entre nos pulmões. Um adulto sabe que não deve inspirar dentro da água. Mas a criança, tão logo as vias respiratórias se abrem novamente, aspira mais forte ainda com a intenção de recuperar o fôlego. O que aumenta o risco de afogamento. 

Cerca de 5 minutos sem respirar é o suficiente para causar danos permanentes no cérebro. Os afogamentos acontecem de forma rápida e silenciosa, por isso, todo cuidado é pouco.

COMO PREVENIR?

- Em primeiro lugar, crianças e adolescentes devem ser supervisionadas por um adulto sempre, seja na piscina, no lago ou na praia. Não importa que o local do banho seja raso ou que eles saibam nadar, pois as crianças não têm consciência do perigo;

- Poços e reservatórios de água domésticos têm de ser trancados; 

- Mantenha a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitário sempre fechados. Se possível, lacrar a tampa com algum dispositivo de segurança; 

- Baldes, banheiras e piscinas infantis devem ser esvaziados após o uso e guardados virados para baixo; 

- Para dificultar o acesso, crie barreiras: as piscinas devem ser cercadas por portões de no mínimo 1,5m, de preferência, com cadeados ou travas de segurança. Além da grade, outras medidas complementares são capas próprias para piscina e alarmes. Em alguns estados norte-americanos, por exemplo, alarmes que disparam toda vez que alguém entrar na área da piscina (a não ser que sejam desativados com uma senha) são obrigatórios. Não deixe brinquedos ou qualquer tipo de atrativo perto da piscina; 

- Bóias e brinquedos infláveis não são seguros o suficiente, pois podem estourar ou esvaziar. Na praia, no lago e até mesmo na piscina, o ideal é usar um colete salva-vidas; 

- Na praia, lago ou cachoeira, ensine as crianças a respeitar as placas de segurança, os salva-vidas e as condições da água. Os maiores devem ser orientados a nadar sempre acompanhados.

PRIMEIROS SOCORROS

O atendimento deve ser o mais rápido possível. O ideal é que os pais e as outras pessoas que cuidam da criança conheçam técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP). Em primeiro lugar, a criança deve ser colocada em uma superfície reta e rígida (como uma mesa ou o chão, por exemplo). As técnicas consistem em quatro etapas, que são resumidas nas primeiras letras do alfabeto: 

a) Airway (via aérea, em inglês): desobstrução das vias aéreas por meio de manobras específicas; 

b) Breathing (respiração, em inglês): popularmente chamada de respiração boca a boca, a técnica consiste em expirar o oxigênio dentro da boca ou do nariz da vitima; 

c) Circulation (circulação, em inglês): massagem cardíaca; 

d) Drugs (drogas, em inglês): administração de medicamentos. 

Além disso, tenha um telefone e o número da central de emergência sempre à mão. Enquanto uma pessoa tenta reanimar a criança, a outra deve chamar por socorro. Convém também ensinar as crianças maiores a ligar para o telefone de emergência e passar as informações corretamente.

Fontes: Criança Segura; Cid Pinheiro, pediatra do Pronto Socorro do Hospital São Luiz; http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI71274-16889,00.html

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bebês amamentados sob livre demanda são mais inteligentes, diz pesquisa
 
Estudo mostra que é melhor amamentar seu filho quando ele pedir do que seguir horários pré-estabelecidos. Veja mais


Bruna Menegueço



 O que você faz quando seu filho chora? Se a sua resposta for amamentar significa que seu filho tem grandes chances de ser um excelente aluno. É isso mesmo! Um novo estudo do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostrou que os bebês alimentados sob livre demanda, ou seja, sempre quem têm vontade, se saíram melhor em provas escolares, incluindo testes de QI.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 10.419 crianças nascidas em 1990. Eles compararam o desempenho escolar dessas crianças e perceberam que aqueles bebês cujos choros foram recompensados com leite ou fórmula apresentavam um QI com até 5 pontos a mais do que os bebês que tinham horários para mamar.

Segundo a pediatra Teresa Uras, membro do Núcleo de Aleitamento Materno do Hospital Samaritano, o bebê deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, ele sofre menos, fica menos estressado e dorme melhor. Além disso, aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro. “Para a mãe, a mamada livre também traz benefícios. Previne a dor e o endurecimento da mama causada pelo leite congestionado. Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa a especialista.

É preciso cuidar, no entanto, para que a mãe não fique exausta. Ela vai precisar de ajuda para poder estar disponível para o bebê que, aos poucos, vai criar o seu próprio ritmo de amamentação. Os pais também passam a reconhecer com facilidade o choro de fome. Ou seja, acalme-se porque vai dar tudo certo!

Fonte: http://migre.me/8xlQk
COMO CONTRATAR UMA BABÁ

Achei interessante as dicas desta psicóloga. Vale a pena ver.




Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=cBZ_fiGccjo