terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Como se preparar para a chegada do bebê


Durante a gestação, você vai ter muitas questões práticas para resolver, da decoração do quarto até o que comer nos primeiros dias com o bebê em casa. Nas próximas páginas, contamos tudo o que precisa saber. Afinal, quanto melhor for sua organização, mais fácil lidar com tantas novidades no pós-parto

"Eu só vou ser mãe quando estiver preparada.” Você já deve ter ouvido isso, ou até dito algo bem parecido, mas está aí uma coisa na vida para a qual não existe uma maneira de se preparar inteiramente. A chegada de um filho é sempre acompanhada de um tsunami emocional, um verdadeiro redemoinho de sensações. Dá um frio na barriga (ocupadíssima, por sinal) danado! Ninguém nasce sabendo ser mãe, mas há uma lista de providências (bem grande) que pode e deve ser tomada para que você, de alguma forma, vá sentindo a ficha cair lentamente – e facilite a sua vida no pós-parto.

De fato, enquanto o bebê está confortavelmente instalado aí dentro, é difícil prever como tudo vai ficar. Mas, quando você começa a preparar o quartinho dele, o enxoval, decide quem vai auxiliar você nos primeiros dias, como é que vocês vão pagar as novas contas... a vida real bate à sua porta e é preciso estar tinindo. Aqui, você vai encontrar um bom guia para ajudá-la a lembrar de cada um desses detalhes para que sua “adaptação” possa ser repleta de aconchego, atenção e carinho. Seu filho merece!

Vocês e mais um

Para quem ganha o primeiro filho, tudo muda. O seu namoradinho virou seu companheiro nessa aventura. Quanto mais ele participar durante a gravidez, mais conectado com a ideia vai estar quando o bebê chegar – por isso, nem pense em fazer todas as compras do enxoval com sua mãe. E, como os primeiros meses com uma criança em casa prometem ser cheios de novidades, vocês podem aproveitar o segundo trimestre da gestação ou o começo do terceiro para fazer um passeio especial – depois disso, os obstetras recomendam viagens curtas. E, claro, vale manter os hábitos “de namoro”, como jantar fora ou pegar um cineminha.

Quando o bebê nascer, por algum período, é inevitável que você dê muita atenção ao seu filho... e há maridos que chegam a ficar enciumados. “Todo o resto deixa de ser prioridade, é natural. Se o pai estiver presente, participar e dividir as tarefas, vai ver que essa fase logo passa”, afirma Lidia Aratangy, terapeuta familiar, autora de diversos livros, entre eles Novos Desafios da Convivência: Desatando os Nós da Trama Familiar (Ed. Rideel). É importante que ele esteja ao seu lado nesse começo. Infelizmente, por lei, o homem contratado tem direito a apenas cinco dias de licença-paternidade, a contar da data do parto, mas ele pode combinar de emendar as férias.

Quanto maior for a cumplicidade, melhor vocês vão lidar com essa fase. “Os três primeiros meses são decididamente os mais difíceis”, afirma Ana Karina Frota de Menezes, 31 anos, especialista em comércio exterior, mãe de Lucas, 3. Carinhos, massagens, sessão pipoca em casa estão liberados desde o começo, e a retomada da vida sexual, bem, essa acontece em até 40 dias após o parto (quando o obstetra libera a mulher, tenha sido parto normal ou cesárea). O importante, sempre, é que você se sinta confortável com a situação.

Mudanças dentro e fora de casa

O primeiro lugar que você vai ter de pensar é no quarto dele – uma das partes mais divertidas da gravidez, sem dúvida (veja tudo o que você precisa saber para organizá-lo a seguir). Fica a dica: as lojas têm um prazo de entrega que varia entre 45 e 60 dias corridos. Por isso, o ideal é decidir o mobiliário quando estiver por volta do quinto mês. Para gestações que incluem épocas como o final do ano e o Carnaval, vale refazer a conta para que o prazo de entrega não seja motivo de ansiedade. Mas, atenção: seu filho não vai usufruir do novo quarto assim que sair da maternidade, ao menos não à noite. A Academia Americana de Pediatria revisou recentemente as recomendações sobre o melhor jeito de o bebê dormir e, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), passou a recomendar que a criança durma no quarto dos pais (não na mesma cama) nos primeiros seis meses, porque, diante de qualquer problema, o adulto pode intervir rapidamente.

Antes mesmo de o bebê chegar, outros cômodos vão ganhar novos acessórios. Uma banheira vai ter que caber no seu banheiro. Deve estar na altura da sua cintura (para não forçar a coluna), vir com mangueira (mais fácil para esvaziar), com cesto (para acomodar itens de higiene e até mesmo brinquedos), espaço para pendurar a toalha e encosto antiderrapante. A sua sala, provavelmente, vai ganhar um carrinho na decoração. Pense onde ele vai ficar – os modelos guarda-chuva, que ocupam menos espaço, são uma boa opção. Muitas famílias, pensando nos riscos que o bebê pode correr quando começar a engatinhar, por exemplo, preferem já providenciar itens como plugs para cobrir as tomadas, redes de segurança para as janelas, protetores de quina e grades para escadas.

Outro item de segurança importantíssimo é a cadeirinha do carro, que deve ser comprada antes de ele nascer e ter o selo do Inmetro. Se seu bebê sair do hospital e for no colo no seu carro ou em qualquer outro veículo (exceto táxis, vans e ônibus), o motorista pode ser multado em R$ 191,54 e levar sete pontos na carteira de habilitação – o uso desse dispositivo de segurança é obrigatório de 0 a 7 anos e meio. O produto deve ser instalado no meio do banco traseiro, de costas para o painel. Compre em um lugar que, de preferência, faça ou ensine a instalação. “Não colocamos a cadeirinha antes (no carro) para ver como funcionava. Só no dia, quando eu saí da maternidade, na cadeira de rodas, que meu marido começou a tentar pôr a cadeirinha. E coloca de um lado, coloca de outro. Olha, foi outro parto”, afirma Ana Dell’Aquila, 32 anos, gerente de vendas, mãe do Lorenzo, 4.


Agradecimento: Mama Art (locação). Beleza: Magali Rodrigues
Fonte: http://migre.me/7F1tz 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Menores de um ano devem evitar o consumo de mel


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que crianças com menos de um ano de idade não consumam mel. O objetivo da orientação é prevenir a ingestão de esporos da bactéria Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Não existem restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.

Apesar de não haver confirmação de casos da doença no Brasil, a atuação da Anvisa está fundamentada em publicações oficiais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (como, por exemplo o Manual Integrado de Vigilância Epidemiológica do Botulismo - PDF) e publicações científicas sobre contaminação do mel brasileiro com Clostridium botulinum. Resultados de pesquisas (PDF) apontam que 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres, em seis estados brasileiros, estavam contaminadas com o bacilo.

O assunto foi pautado pela Agência em duas reuniões da Câmara Técnica de Alimentos, fórum formado por professores especialistas que fornecem suporte técnico à Gerência Geral de Alimentos da Anvisa. “A discussão ocorrida na Câmara Técnica de Alimentos resultou na publicação do Informe Técnico 37, que alerta pais e educadores para não incluir o mel na alimentação de crianças menores de um ano”, explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Martins Brito.

O botulismo intestinal só se inicia após a transformação dos esporos do Clostridium botulinum para a forma vegetativa (início das atividades metabólicas do microrganismo). Na forma vegetativa, esse bacilo se multiplica e libera toxina botulínica no intestino. “É importante lembrar que a multiplicação do Clostridium botulinum e liberação da toxina no intestino só ocorre em crianças que ainda não possuem a flora intestinal completamente formada ou em adultos com alguma doença que possa alterar essa flora protetora”, afirma Brito.

Em adultos sem problemas relacionados à flora intestinal, o consumo desses esporos nos alimentos não gera qualquer tipo de problema para a saúde. “A vigilância sanitária está trabalhando com o princípio da precaução, uma vez que o alto teor de açúcar e a baixa atividade de água, próprios do mel, impedem a germinação do esporo e, conseqüentemente, a produção da toxina”, finaliza a diretora da Anvisa.

Botulismo

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Quando provocada pela ingestão de alimentos contaminados, é considerada doença transmitida por alimento. Nas amostras de alimentos é comum encontrar formas esporuladas do Clostridium botulinum, em especial no mel.

O botulismo intestinal é um modo de transmissão do botulismo e ocorre com maior freqüência em crianças com idade entre 3 e 26 semanas. Está associado à ingestão de esporos da bactéria presentes em alimento contaminado.

De acordo com a Portaria 5/2006, da Secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o botulismo é doença de notificação compulsória. As suspeitas de casos exigem notificação à vigilância epidemiológica local e investigação imediata.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

Fonte: http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/190808.htm
PEDIATRAS TIRAM DÚVIDAS SOBRE CUIDADOS COM SEGURANÇA DOS BEBÊS

 

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=yHtcwUDvheA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Aproveite bem o tempo com seus filhos

Escrito por Crianças CG Atibaia

Mães que trabalham fora sabem bem o que é ter que equilibrar o tempo entre a profissão, os cuidados com a casa, a família e a convivência com os filhos. O ritmo de vida aumenta progressivamente, mas o relógio continua com as mesmas 24 horas de sempre.

As tarefas diárias fazem com que o tempo dedicado aos filhos seja escasso e isso costuma acarretar um sentimento de culpa nos pais, principalmente nas mães.

Segundo a psicanalista Marina Fibe De Cicco, quando os pais se sentem culpados podem tentar compensar sua ausência de uma forma que acaba atrapalhando a educação, por exemplo, não colocando limites na criança. "E quando isso acontece, no pouco tempo em que eles estão com o filho, os pais não exercem plenamente sua função", completa a psicanalista.

O que é mais importante, a quantidade ou a qualidade do tempo dedicado aos filhos? Na visão de Marina De Cicco a qualidade prepondera, mas a quantidade também deve ser considerada. A psicanalista explica que os pais são as principais referências dos filhos e, portanto, precisam ser presentes e participar da vida deles. Outro motivo apontado por ela é que os vínculos afetivos são cultivados com a convivência.

O ideal é que os pais consigam organizar suas atividades diárias para passar mais tempo com seus filhos e invistam na qualidade desse tempo.

Pensando nisso, convidamos a pedagoga Bruna Ribeiro, mestranda em Educação na PUC-SP, a dar dicas de como aproveitar bem o tempo com os filhos, com ideias para que o tempo dedicado a eles tenha qualidade. A pedagoga também dá sugestões de como incluir as crianças na rotina da casa para que tempo de convivência entre vocês seja maior.

Se o seu filho é bebê, aproveite o momento da troca de fraldas, da mamadeira e do banho para conversar e cantar para ele. Pesquisas comprovam que o toque da mãe somado ao som de sua voz é responsável pela produção de sinapses. Ou seja, criança que recebe carinho hoje é mais segura e criativa amanhã. Além disso, a atividade serve como calmante para o bebê e fortalece o vínculo entre mãe e filho.

Monte um cantinho em sua casa para a criança explorar as artes visuais, com folhas (pode ser de rascunho), lápis, canetinha, massinha, aquarela, tinta e um aventalzinho. Use a imaginação e faça "arte" com ele.

Chegou estressada do trabalho? Ponha uma música e chame seu filho para cantar e dançar com você. Com certeza os dois irão relaxar e se divertir.

Assista a um desenho, jogue um jogo, enfim, faça com seu filho algo que faz parte da rotina dele.

Tenha sempre um livro na cabeceira da cama de seu filho e reserve dez minutos por dia para ler histórias para ele antes de dormir. Não precisa ser um livro curto, você pode ler um trecho por noite. Com certeza a criança aguardará ansiosa pelos próximos capítulos da história.

Roupas que você não usa ou não servem mais, assim como óculos, chapéus e acessórios podem dar origem a uma caixa de fantasias. Peça para a família inteira colaborar, doando peças e objetos antigos para a caixa. Fantasie-se com a criança e juntos vocês poderão inventar muitos personagens e histórias.

No fim de semana acampe com seu filho na sala. A "barraca" pode ser montada com panos, pregadores, lanternas e muita imaginação. Lá dentro vale tudo: contar histórias ou pedir para a criança contar, tomar um lanche gostoso, jogar um jogo. Para a criança, o simples fato da mudança de ambiente já garante o lúdico.

Fique atenta à programação de livrarias e bibliotecas, pois elas costumam oferecer sessões gratuitas de histórias e oficinas para crianças de todas as idades.

Leve seu filho a parques e deixe-o andar descalço na grama e brincar com areia. Em cidades grandes as crianças têm pouco contato com a natureza, por isso, tente garantir que ela brinque em contato com a natureza pelo menos uma vez por semana e faça piqueniques em família.

A maior parte das brincadeiras das crianças nasce a partir da imitação que elas fazem daquilo que observam os adultos realizando, por isso, incorpore seus filhos nas tarefas simples do dia a dia, como arrumar a mesa, varrer o chão e tirar pó. Você pode, inclusive, montar um kit com vassoura, pá e rodinho de brinquedo para que ele brinque de ajudar. O objetivo não é ter um ajudante para a tarefa terminar mais rápido; o principal é vocês estarem juntos

Se você precisa ir ao supermercado, peça para seu filho fazer a lista dos itens que estão faltando (pode ser com desenhos, se ele ainda não souber escrever), e no estabelecimento peça ajuda para encontrar os produtos. O que para o adulto é uma tarefa chata, para a criança pode ser uma grande brincadeira.


Aproveite a ida ao supermercado para comprar muitas frutas e peça para seu filho ajudá-la a preparar uma deliciosa salada de frutas. Com uma faca sem ponta até crianças pequenas podem ajudar a picar frutas mais moles, como banana e morango.

Peça para seu filho ajudá-la a cuidar do bichinho de estimação da família. Isso o auxiliará a desenvolver senso de responsabilidade.

Deixe seu filho responsável por regar algumas plantinhas. Além de se divertir, a criança sentirá que a manutenção da casa também depende dela.

Fonte: PortalBBel

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pai, em dez atos




Pai não vem com manual. É verdade. Algumas coisas eles aprendem por instinto, outras pela prática e outras, ainda, pela lembrança dos próprios pais. E mesmo que, às vezes, meio sem jeito, mas com muita vontade de acertar. Aqui, uma ajudinha a todos.

1) O bebê já está em casa, mudando hábitos e, sobretudo, horários. Pelo menos, durante os primeiros meses, será difícil dormir uma noite inteira, sem interrupções. O casal, também, não terá tantos momentos íntimos, como antes, e a vida social deverá se adaptar às necessidades do ilustre recém-chegado.

2) Neném chora. Porque sente calor, frio, cólicas, alguma dorzinha, porque está cansado, mas com dificuldade de dormir porque suas fraldas estão molhadas, etc. Na maioria dos casos, o papai pode solucionar, sozinho, a situação. Com isso, sua mulher descansa um pouquinho, e você tem a oportunidade de estreitar mais ainda o relacionamento com o filhão.

3) Chacoalhar uma criança no colo, jogá-la para cima, balançá-la, freneticamente, falar e rir alto com ela. Calma, papai! Há momentos em que seu filho precisa de sossego, e essas brincadeiras, além de assustar, acabam por deixá-lo inquieto e irritado. Experimente uma voz mansa e um colinho mais tranqüilo.

4) Vai trocar as fraldas pela primeira vez? Então, mãos à obra! Separe o que for usar: algodão embebido em água morna ou em uma solução anti-séptica própria. Se preferir, os lenços umedecidos são superpráticos. Lembre que a limpeza deve ser feita de frente para trás (da vagina ou do pênis, em direção ao ânus). Não use o mesmo lenço ou algodão duas vezes, e seque bem o bebê, passando, em seguida, um creme hidratante infantil. Atenção: ao colocar a fralda nova, não aperte demais, com medo de que ela vá cair.

5) Ele tem mais de seis meses e continua manhoso? Não se desespere! É difícil mesmo se adaptar ao mundo, às pessoas, tão diferentes entre si, a horários, hábitos. A simples presença do papai, lado a lado, pode ajudar. E muito. Dá segurança, conforto e só aumenta a auto-estima.

6) Pai de mil e uma utilidades: corta as unhas do neném (retas e nunca rentes), enche a banheira e verifica a temperatura da água, passa um óleo próprio para tirar as crostinhas da cabeça, higieniza chupetas e mamadeiras; completa os potes de algodão, cotonetes e gazes... De quebra, leva um copo de água para a mamãe que está amamentando e sente muita sede.

7) Hora de dormir. Pertinho dele, conte histórias ou cante musiquinhas de ninar. O bebê vai lembrar desses momentos pelo resto da vida. Mas, atenção: nada de enredos escabrosos, com bruxas, monstros ou gigantes. Deixe isso para quando a criança for maiorzinha.

8) Ele não parece bem? Está sonolento, choroso e sem apetite? Antes de ligar para o pediatra, observe todos os sintomas. Verifique a temperatura, veja se a respiração e o pulso parecem acelerados, se há manchas ou marcas na pele. Quanto mais detalhes você puder contar, mais facilmente o médico poderá fazer o diagnóstico.

9) Se precisar acordar seu filho, use de toda a delicadeza. Nada de entrar no quarto dele cantando alto ou arrancá-lo do berço, abruptamente. Chame-o pelo nome, bem baixinho, apóie uma das mãos entre a cabeça e a nuca do bebê, e a outra sob o bumbum. Firme? Então, levante-o bem devagar e coloque-o no colo.

10) Na visita mensal ao pediatra, pergunte, pergunte, pergunte, sem receio de parecer desinformado. Mesmo que você seja médico, é normal que tenha muitas dúvidas sobre tudo que envolve a saúde e os cuidados com o neném. Principalmente se este for seu primeiro filho.


Simone Magalhães
Consultoria: Dra. Paula Stockler, pediatra. Mestre em Saúde da Criança pela Fiocruz/RJ